Há um aeroporto português entre os 30 com maior risco de perder ligações aéreas (a nível mundial)

De acordo com uma nova análise da AirHelp, o Aeroporto Humberto Delgado de Lisboa é o aeroporto português com maior risco de perda de ligação, ocupando a posição 26 do ranking mundial com uma pontuação de 4,64, entre os 30 aeroportos com pior desempenho a nível internacional, num estudo que abrangeu 196 aeroportos.

Margarida Lopes
23 de Maio 2026 | 14:00

Para além de Lisboa, o estudo identificou outros aeroportos portugueses com desempenho relevante. O Aeroporto João Paulo II (Açores) e o Aeroporto das Lajes (Terceira), surgem empatados na posição 44 do ranking, ambos com uma pontuação de 5,10, estando, assim, em território de risco moderado.

Já o Aeroporto do Porto apresenta um desempenho significativamente mais seguro, posicionando-se na 87ª posição mundial com uma pontuação de 6,21. Com tempos recomendados de 35 minutos para voos domésticos e 70 minutos para internacionais, o Porto destaca-se como uma alternativa de escala mais fiável do que Lisboa para passageiros em trânsito.

Entre os aeroportos portugueses com melhor desempenho encontram-se, também, o Aeroporto da Madeira (posição 138, pontuação 7,49), o Aeroporto de Faro (posição 148, pontuação 7,77) e o Aeroporto do Pico (posição 146, pontuação 7,72).

A análise identifica os grandes aeroportos internacionais como potenciais ‘buracos negros logísticos’, especialmente quando concentram um elevado volume de passageiros, vários terminais, controlos adicionais ou tráfego internacional intenso. Esta informação justifica, assim, que Lisboa, enquanto hub de referência da TAP e porta de entrada entre a Europa, o Atlântico e o Brasil, seja particularmente susceptível a estas pressões operativas nos períodos de pico. Tudo isto torna mais difícil a recuperação do tempo perdido, bem como estabelecer uma ligação quando ocorre uma interrupção.

O estudo sugere que o problema não reside apenas nos tempos teóricos de escala, mas em factores como a dimensão do aeroporto, a distância entre as portas de embarque, a fluidez nos controlos de segurança e a saturação sazonal.

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Face a este cenário, a AirHelp recomenda:

  • Evitar escalas demasiado curtas nos grandes aeroportos, nomeadamente em Lisboa.
  • Adicionar margem extra em época alta (verão, Natal, Páscoa, feriados nacionais).
  • Consultar a pontualidade histórica do aeroporto e da companhia aérea antes de reservar.
  • Privilegiar ligações com maior margem de tempo, mesmo que o percurso total seja mais longo.
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