Há um “novo” superalimento (sustentável e multifuncional). Não lhe passa pela cabeça qual é…

Margarida Lopes
15 de Fevereiro 2025 | 12:00
Há um “novo” superalimento (sustentável e multifuncional). Não lhe passa pela cabeça qual é…

Um projecto, que conta com a colaboração do MARE – Politécnico de Leiria mostra um novo olhar sobre a bolota, um alimento esquecido, «que pode ser a chave para soluções inovadoras e sustentáveis».

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Os investigadores do LSRE-LCM e MARE – Politécnico de Leiria, Raul Bernardino, Susana Bernardino, Clélia Afonso e Leonardo Inácio, em conjunto com os parceiros de projecto, acreditam que as bolotas podem ser utilizadas na alimentação humana enquanto um superalimento sustentável e multifuncional. A equipa que integra o projecto MEDACORNET (PRIMA/0006/2022), liderado pela LandraTech, tem como objectivo desenvolver novos produtos alimentares, à base de bolota, e promover uma alimentação mais sustentável e diversificada.

O MEDACORNET envolve também o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o Laboratório Colaborativo Mountains of Research (MORE),  a Universidade de Bari (UBA Itália), a Universidade de Osijek (UO, Croácia), a Universidade Abdelmalek Essaâdi (AEU, Marrocos), a universidade de Tunis El Manar (UTM, Tunísia), o Laboratório de mecânica computacional de Universidade de Tlemcen (MLCUT, Algéria) e a GEOAI ANALYTICS, S.L. (GeoAI, Espanha).

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Historicamente utilizada na alimentação humana e animal, principalmente em períodos de escassez, a bolota é agora reavaliada como um recurso valioso. Rico em hidratos de carbono, fibras, antioxidantes e com propriedade bioactivas, este fruto apresenta benefícios significativos para a saúde, podendo ter diversas aplicações, como farinha para pão, substituto de café, ou noutras combinações alimentares.

A sustentabilidade e economia circular também estão no centro do estudo do MARE. A equipa de investigadores defende ainda que a utilização da bolota pode ajudar na preservação da biodiversidade e na regeneração de ecossistemas agroflorestais. Deste modo, sistemas baseados na exploração sustentável do fruto podem promover práticas agrícolas mais resilientes, reduzindo o desperdício e promovem uma economia circular.

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