O arranque do ano traz mudanças visíveis na distribuição das referências de Euribor nos novos contratos de crédito à habitação, revela o Relatório de Crédito Habitação do ComparaJá. A taxa a seis meses tem vindo a ganhar terreno, enquanto a Euribor a 12 meses, embora ainda dominante, regista uma ligeira perda de peso.
Segundo o relatório, a Euribor a seis meses passou a representar 42,3% das novas operações, face aos 33,1% registados anteriormente. Este aumento indica que os mutuários estão cada vez mais interessados em soluções intermédias, procurando equilíbrio entre prazos muito curtos e longos.
A Euribor a 12 meses mantém-se como a principal referência nos contratos de crédito à habitação, representando 56,7% das operações, mas esta diminuição relativa mostra uma redistribuição das preferências em benefício da taxa a seis meses.
Já a Euribor a três meses apresenta uma ligeira descida, sinalizando algum alívio nas opções de curto prazo. O relatório sugere que, embora ainda haja procura por contratos indexados a horizontes muito curtos, os clientes tendem a escolher prazos um pouco mais longos para equilibrar prestação e risco.
Segundo Rita Sogalho, Team leader de Crédito Habitação no ComparaJá «o movimento que vemos na EURIBOR mostra um consumidor mais consciente: há menos espaço para decisões automáticas e mais necessidade de perceber o impacto de cada prazo na prestação e no custo total do crédito».
No seu conjunto, os dados do ComparaJá indicam um mercado em ajustamento fino: os consumidores mantêm a confiança na Euribor a 12 meses, mas valorizam cada vez mais a flexibilidade da taxa a seis meses, numa busca por maior previsibilidade sem sacrificar a adaptabilidade financeira.














