Hotelaria diz que “próximos tempos” até à Páscoa serão “muito complicados”

Human Resources com Lusa
11 de Novembro 2021 | 17:15
Hotelaria diz que “próximos tempos” até à Páscoa serão “muito complicados”

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Raul Martins, disse hoje que, apesar da retoma já se sentir, os próximos tempos vão ser «muito complicados», sobretudo até à Páscoa.

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«Como é sabido foi a procura interna que alimentou e aguentou o verão. E não em todos os destinos, nem em igualdade de condições. Ora, depois do verão, a actividade turística, que já por si abranda, com a pandemia estará novamente em maior crise. Os próximos meses, sobretudo até à Páscoa, serão meses muito complicados», afirmou Raul Martins na abertura do 32.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, promovido em AHP, que decorre em Albufeira.

O congresso da AHP este ano tem como tema «O turismo tem futuro» e para o presidente da associação, «o futuro mais imediato» depende de dois passos.

«O primeiro passo está dado, somos o país com maior percentagem de população vacinada na Europa e o segundo no mundo. Essa era a primeira condição para que o país, e o turismo, tivesse presente e futuro. É o que nos abre portas para que possamos transmitir a confiança que os turistas tanto procuram na hora de viajar», afirma Raul Martins.

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«Exemplo disso é que, apesar de o ano turístico só ter começado no final de Julho, a retoma já começou, isso é inegável», reforçou.

Com a época baixa no horizonte, a AHP diz que é chegado o momento de dar «o segundo passo».

«O sector precisa que os apoios em curso, e os que já foram anunciados, continuem a existir. As dificuldades da operação e da tesouraria não acabam e antes de melhorarem vão piorar nos próximos meses. Pelo que a manutenção do lay-off até à normalização das deslocações das pessoas é imprescindível», afirmou.

Raul Martins lembrou ainda que a hotelaria exige capital intensivo e grandes volumes de capital e que em 2018 e 2019 muitos hotéis que abriram portas estão endividados.

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«Ora, a solução de substituir a prorrogação automática das moratórias bancárias – notem que bem sabemos que o Estado português estava impedido de o fazer pela Autoridade Bancária Europeia – pela garantia do Estado de 25% do crédito negociado foi uma oportunidade perdida, um nado-morto. Os bancos não aceitam essa situação, tanto quanto sabemos, e a análise casuística vai acarretar instabilidade e insegurança», lamentou o presidente da AHP.

O Congresso promovido pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) vai decorrer até sexta-feira em Albufeira, e conta com um número recorde de inscritos, quase 600, para um «reencontro» que a associação do setor quer que marque «o momento de recomeçar», como disse a vice-presidente da AHP, Cristina Siza Vieira, à Lusa.

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