O ano passado foi marcante para as tendências virais no mundo do trabalho. De “coffee badging” a “promoções silenciosas”, o ambiente de trabalho pós-pandemia sofreu uma evolução tumultuosa em 2025.
Com a chegada de 2026, uma nova tendência surge no horizonte, aparentemente adoptada pelos líderes que procuram atrair os colaboradores de volta ao escritório, reporta o Kron4. À medida que as políticas de regresso ao escritório continuam a apresentar resultados mistos, alguns gestores estão a recorrer a tácticas mais subtis para trazer os colaboradores de volta.
A estratégia é conhecida como “hybrid creep”. A ideia, segundo o The Wall Street Journal (WSJ), é “que uma combinação de incentivos e punições encoraje as pessoas a aumentar gradualmente o seu tempo no escritório sem que tal seja explicitamente solicitado”.
Uma das principais tácticas por detrás da estratégia é associar as promoções à presença no escritório. Juntamente com a “cenoura” de uma possível promoção, os chefes utilizam a “vara” da vigilância, na esperança de que “o espectro do Big Brother melhore a adesão às políticas existentes”, acrescenta o WSJ.
Um mercado de trabalho relativamente estagnado tem favorecido os empregadores, que estão efectivamente numa posição privilegiada, com a ameaça de despedimentos e de substituição por inteligência artificial a pairar no ar.
«Estamos num clima em que as pessoas têm medo de perder os seus empregos», afirma a consultora de RH, Jaye Johnson, ao WSJ. «Portanto, se houver um escritório por perto, é melhor estar lá, quer queira quer não.»
Os trabalhadores estão a seguir o exemplo. A presença nos escritórios está a aumentar e o trabalho remoto às segundas e sextas-feiras está gradualmente a desaparecer em muitas empresas.
O WSJ cita dados da JLL que indicam que as taxas de comparência às segundas e sextas-feiras não são nem mais altas nem mais baixas do que às quartas-feiras, tradicionalmente os dias mais comuns de trabalho presencial.
Ainda mais notável é o facto de algumas pessoas estarem a regressar ao escritório não por obrigação, mas porque realmente sentiam falta.














