IA é prioridade de investimento para quase metade dos líderes, revela estudo

Profissionais de vários sectores de actividade em Portugal colocam a inteligência artificial (IA) no topo das prioridades de investimento para os próximos 12 meses, segundo um inquérito promovido pela consultora QSP.

Margarida Lopes
3 de Junho 2026 | 12:20

A inteligência artificial (com 43,1% de votos), a tecnologia e a transformação digital (34,1%) e a cibersegurança (26,2%) são as três grandes prioridades de investimento identificadas por 290 profissionais que participaram no estudo “Leading the Future Economy”, produzido pela consultora QSP – Marketing Management & Research.

Este estudo analisa as principais tendências, riscos e prioridades que deverão marcar a economia e as empresas nos próximos anos e será tema de debate no QSP Summit, um evento dedicado à gestão, marketing e estratégia empresarial, que quer reunir no Verão 3500 participantes no Porto e em Matosinhos.

«Quase metade dos profissionais identifica a IA como principal prioridade de investimento para os próximos 12 meses, mas apenas uma em cada cinco organizações afirma já ter regras claras e formalizadas para a sua utilização», lê-se no estudo.

Quando questionados se a empresa para a qual trabalham já tem regras ou orientações claras para o uso de ferramentas de IA, apenas 21,2% respondem que as regras estão “bem definidas e formalizadas”. Quase 25% dos inquiridos reconhecem que a sua empresa tem apenas regras “informais” e outros 30,5% referem que essas regras estão ainda “em desenvolvimento”. Cada participante podia escolher mais do que uma opção de resposta.

«Os resultados [do inquérito] mostram um desfasamento entre a velocidade de adopção da IA e a capacidade das organizações para criarem políticas internas, prepararem equipas e integrarem estas ferramentas de forma consistente. A transformação tecnológica está a avançar mais depressa do que a adaptação das próprias organizações», afirma Rosa Carvalho, Market Research & Project lead da QSP e responsável pelo estudo.

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As principais barreiras identificadas à adopção de ferramentas de IA são a resistência à mudança (33,1%), a falta de conhecimento interno (31%), respostas que surgem à frente das preocupações da privacidade e segurança (26,6%) e dos custos (24,1%).

Neste estudo, os 290 profissionais participantes, sobretudo quadros médios e superiores, revelam que as empresas para as quais trabalham usam ferramentas de IA sobretudo para análise de dados e reporting (36,6%), para marketing e comunicação (36,2%) e ainda para tratar de temas relacionados com criatividade e criação de conteúdos (29,7%).

Para 32,8% dos participantes, a IA irá sobretudo transformar funções existentes, enquanto 24,7% antecipam a eliminação de postos de trabalho, destaca ainda o estudo realizado pela QSP.

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