De acordo com o estudo, 77% dos portugueses que usam redes sociais assumem já ter utilizado alguma ferramenta de IA generativa, como o ChatGPT, Gemini, Copilot ou outras.
O mesmo estudo revela que, entre os utilizadores de redes sociais, quase 40% dizem que usam este tipo de ferramentas regularmente e 38% ocasionalmente. Estas percentagens de uso sobem junto dos mais jovens, dos residentes na Grande Lisboa ou dos pertencentes às classes mais altas.
Entre quem costuma utilizar estas ferramentas, 22.5% refere já as ter usado especificamente para criar conteúdos para publicar nas redes sociais.
O estudo da Marktest analisou também a exposição dos portugueses a conteúdos gerados por IA nestas plataformas. Mais de dois em três inquiridos que conhecem ferramentas de IA acreditam que veem com frequência conteúdos gerados por IA nas redes sociais e 41% indicam que conseguem identificar esses conteúdos.
Quanto à importância dada ao facto de os conteúdos criados com IA estarem identificados, as respostas foram claras: 95% consideram-no importante.
No que respeita à credibilidade, 64.7% dos que conhecem ferramentas de IA consideram que o facto de um conteúdo ter sido gerado por IA o torna menos credível, sendo o humor, entretenimento e publicidade os tipos de conteúdos gerados por IA que os entrevistados aceitam mais facilmente, em detrimento de conteúdos políticos, jornalísticos, conteúdos de figuras públicas ou avaliações de produtos.
“Os Portugueses e as Redes Sociais” é um estudo realizado pela Marktest desde 2011, com o objectivo de conhecer índices de notoriedade, utilização, opinião e hábitos dos portugueses face às redes sociais. A informação para a edição de 2026 foi recolhida através de entrevistas online, realizadas entre os dias 6 e 21 de Julho, tendo por base um questionário estruturado de autopreenchimento. A amostra foi constituída por 802 entrevistas a indivíduos entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental e utilizadores de redes sociais. Este universo é estimado pelo estudo Bareme Internet da Marktest em cinco milhões e 712 mil indivíduos.
















