IA generativa é cada vez mais usada nas redes sociais em Portugal

A conclusão consta do estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais”, produzido pela Marktest, que na sua 16ª edição analisa, pela primeira vez, o tema da Inteligência Artificial (IA) nas redes sociais.

Margarida Lopes
26 de Setembro 2026 | 11:00
IA generativa é cada vez mais usada nas redes sociais em Portugal

De acordo com o estudo, 77% dos portugueses que usam redes sociais assumem já ter utilizado alguma ferramenta de IA generativa, como o ChatGPT, Gemini, Copilot ou outras.

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O mesmo estudo revela que, entre os utilizadores de redes sociais, quase 40% dizem que usam este tipo de ferramentas regularmente e 38% ocasionalmente. Estas percentagens de uso sobem junto dos mais jovens, dos residentes na Grande Lisboa ou dos pertencentes às classes mais altas.

Entre quem costuma utilizar estas ferramentas, 22.5% refere já as ter usado especificamente para criar conteúdos para publicar nas redes sociais.

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O estudo da Marktest analisou também a exposição dos portugueses a conteúdos gerados por IA nestas plataformas. Mais de dois em três inquiridos que conhecem ferramentas de IA acreditam que veem com frequência conteúdos gerados por IA nas redes sociais e 41% indicam que conseguem identificar esses conteúdos.

Quanto à importância dada ao facto de os conteúdos criados com IA estarem identificados, as respostas foram claras: 95% consideram-no importante.

No que respeita à credibilidade, 64.7% dos que conhecem ferramentas de IA consideram que o facto de um conteúdo ter sido gerado por IA o torna menos credível, sendo o humor, entretenimento e publicidade os tipos de conteúdos gerados por IA que os entrevistados aceitam mais facilmente, em detrimento de conteúdos políticos, jornalísticos, conteúdos de figuras públicas ou avaliações de produtos.

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“Os Portugueses e as Redes Sociais” é um estudo realizado pela Marktest desde 2011, com o objectivo de conhecer índices de notoriedade, utilização, opinião e hábitos dos portugueses face às redes sociais. A informação para a edição de 2026 foi recolhida através de entrevistas online, realizadas entre os dias 6 e 21 de Julho, tendo por base um questionário estruturado de autopreenchimento.  A amostra foi constituída por 802 entrevistas a indivíduos entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental e utilizadores de redes sociais. Este universo é estimado pelo estudo Bareme Internet da Marktest em cinco milhões e 712 mil indivíduos.

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