IA revoluciona o turismo: Geração Z lidera nova era de viagens hiperpersonalizadas

Margarida Lopes
21 de Setembro 2025 | 16:00

De acordo com um novo estudo de mercado da eDreams ODIGEO, nove em cada 10 membros da Geração Z (idades entre 18 e 24 anos) adoptam a IA nas suas viagens, à medida que procuram cada vez mais experiências hiperpersonalizadas.

Este estudo foi realizado para a eDreams ODIGEO pela OnePoll, empresa independente de estudos de mercado, a 9000 consumidores globais com mais de 18 anos, incluindo 1000 inquiridos de Portugal, e coincide com o recente anúncio do governo português de realizar investimentos em inteligência artificial para os serviços públicos nacionais.

Embora os consumidores mais jovens estejam a liderar esta tendência, a rápida adopção está a verificar-se em todas as faixas etárias. A pesquisa também revela um interesse significativo entre os grupos demográficos mais velhos – na verdade, 81% dos portugueses com 55 anos ou mais reportam ter utilizado IA para viajar nos últimos 12 meses, seja pela primeira vez ou regularmente. Esta adopção generalizada em todas as faixas etárias destaca o papel cada vez mais importante da IA como uma ferramenta indispensável para os viajantes.

O estudo da eDreams ODIGEO revela uma vontade significativa dos consumidores por uma personalização inteligente, na qual as plataformas alimentadas por IA antecipam as suas necessidades de viagem fazendo milhares de milhões de previsões diárias, para abranger eficazmente as preferências de cada utilizador. Esta redução do esforço e do tempo investidos pelos consumidores está a impulsionar uma procura significativa de processos de reserva de viagens baseados em IA.

De facto, os consumidores portugueses referiram que a sua maior frustração com os métodos de reserva de viagens tradicionais ou menos avançados é a falta de personalização (47%), como a terem de introduzir repetidamente as suas preferências. Seguem-se a perda de tempo a filtrar opções de viagem irrelevantes (43%) e as sugestões genéricas que recebem e que não correspondem às suas necessidades (35%).

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Quando questionados sobre como gostariam que a IA ajudasse a planear as suas viagens, os viajantes portugueses escolheram como principais prioridades encontrar os voos com a melhor relação qualidade/preço (58%), identificar alojamento adequado (38%) e descobrir novos destinos (37%). No que toca às áreas em que recorreriam à tecnologia para tomar decisões, a maioria dos Millennials (53%) referiu o planeamento de viagens, superando a coordenação de planos de grupo (36%) e a escolha do que ler, ver ou ouvir durante as viagens (35%).

O estudo revelou também que o planeamento e a reserva de viagens estão no topo da lista de áreas nas quais os consumidores de todas as faixas etárias utilizam a IA para tomar decisões. De facto, uma vez que 54% de todos os inquiridos identificam a maior utilidade da tecnologia para procurar voos, encontrar promoções e recomendar destinos, as viagens superam significativamente outras utilizações comuns da IA – como a escolha de entretenimento (34%) ou a coordenação de actividades de grupo (33%). Esta preferência generalizada pelo sector das viagens sublinha o seu posicionamento único na vanguarda da adopção da IA.

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