IA ultrapassa os humanos em 80% das tarefas de escritório

Mais de 80% das tarefas feitas por quem tem empregos de “colarinho branco”, como advogados, consultores e analistas, já são cumpridas de forma mais rápida e eficaz por modelos de Inteligência Artificial (IA) do que por humanos.

Human Resources
8 de Julho 2026 | 12:20

O economista-chefe da OpenAI, empresa criadora do ChatGPT, afirmou no Fórum do Banco Central Europeu em Sintra, que quando entrou na empresa, em finais de 2024, essa percentagem não chegava a 50%.

Segundo o Observador, as empresas do sector, que nos últimos anos têm estado no centro de um boom de investimento mundial, usam um indicador chamado evals [abreviatura de evaluations], que são testes padronizados usados para medir o desempenho de modelos de IA em tarefas específicas. E a OpenAI, em particular, lançou um eval específico chamado GDPval, que analisa a capacidade dos modelos cumprirem funções actualmente desempenhadas por humanos em empregos de “colarinho branco”.

«Por exemplo, um advogado a escrever um documento legal, um consultor a preparar uma apresentação ou um analista ou gestor a fazer uma análise financeira de uma empresa», exemplificou Aaron Chatterji. «Estamos a verificar que os modelos actuais conseguem fazer esses trabalhos ao nível dos humanos, ou melhor, em mais de 80% das tarefas», afirmou Chatterji, sublinhando a distinção entre tarefas e trabalhos (no sentido de empregos).

Embora se possa falar em substituição de tarefas, o economista-chefe da OpenAI pediu para não se tirarem conclusões precipitadas sobre aquilo que será o impacto nos postos de trabalho. Um exemplo, os programadores informáticos, habitualmente vistos como uma das carreiras mais em risco devido à IA, não têm tido um decréscimo do valor que se compare àquilo que foi vaticinado por alguns. E porque é que não? «Bem, quando o preço de um serviço baixa, se a procura for elástica, as pessoas vão comprar mais desses serviços e, por isso, a procura pode aumentar e suportar o emprego nessas áreas. Mesmo com a entrada da IA, temos as economias dos Estados Unidos e da Europa com taxas de emprego muito elevadas», afirmou o economista, salientando, por exemplo, um aumento dos postos de trabalho no sector da saúde.

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