O Boletim Estatístico do Emprego Público mostra que a idade média dos trabalhadores do Estado subiu para 48,1 anos em 2022, mais 4,5 anos do que em 2011 (43,6 anos) e mais 4,1 anos do que o total da população activa (44 anos), revela o Público.
Os dados recolhidos pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) mostram que a idade média das mulheres (48,7) era mais elevada do que a dos homens (47,2) e que, se se excluírem as forças armadas e a segurança, que são as áreas com o maior índice de juventude e onde média etária é de 37,7 e 41,9 anos, respectivamente, a idade média dos funcionários públicos cresce para 49,1 anos.
De acordo com a publicação, uma análise à estrutura etária das várias carreiras permite concluir que, em grande parte dos casos, os trabalhadores têm uma idade superior à média da função pública (48,1 anos), uma diferença que é mais notória na carreira de oficiais de registo e notariado (56,9 anos), no pessoal da administração tributária e aduaneira (55,2 anos), nos conservadores (54,2 anos) e nos dirigentes superiores (53,9 anos).
Na comparação com 2011, as únicas carreiras em que a idade diminuiu foram as carreiras médica e de investigação científica.
Entre Dezembro de 2011 e Dezembro de 2022, revela DGAEP, verificou-se uma diminuição do número de trabalhadores das administrações públicas em todos os escalões abaixo dos 55 anos, alterando de forma significativa a pirâmide etária do sector público.
O recuo fez-se sentir de forma mais acentuada nos trabalhadores entre os 25 e os 34 anos (em 2011, representavam 18,5% do total e, em 2022, apenas 10,9%) e entre os 35 e os 44 anos, onde o recuo foi de 30,1% para 21,8%.
Em contrapartida, as classes etárias acima dos 55 anos ganharam importância. O peso dos trabalhadores entre os 55 e os 64 anos no total quase duplicou e passou de 15,4% para 28,5%; enquanto o dos funcionários públicos com 65 ou mais anos aumentou de 0,7% para 4%.
Tudo isto tem conduzido a uma degradação do índice de renovação dos serviços públicos. Em 2011, havia 61,4 trabalhadores entre os 20 e os 29 anos por cada 100 trabalhadores com idades entre os 55 anos e os 64 anos. Passados 11 anos, esse índice caiu para os 24,2 jovens.













