Imobiliário no feminino, um terreno fértil para a inovação e liderança

Opinião de Carolina Xavier e Sousa, head of Marketing & Communication da iad Portugal

Human Resources
3 de Abril 2026 | 11:00
Imobiliário no feminino, um terreno fértil para a inovação e liderança

Todos os anos somos convidados a celebrar conquistas, mas também a olhar para o que ainda falta fazer. A igualdade de oportunidades não tem data marcada e continua a ser um desafio persistente em muitos sectores, embora alguns exemplos mostrem que é possível fazer diferente.

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Por Carolina Xavier e Sousa, head of Marketing & Communication da iad Portugal

 

Nos últimos anos, o sector imobiliário tem vindo a assumir-se como uma opção profissional atractiva para muitos homens e muitas mulheres. No entanto, aqui como em tantas outras áreas, falamos ainda de uma realidade muitas vezes desigual na criação de oportunidades de crescimento. De acordo com um estudo recente da Randstad, embora 59,1% das mulheres trabalhadoras tenham formação superior, apenas 15,7% ocupam cargos de liderança nas maiores empresas nacionais, sendo que Portugal tem uma das maiores percentagens de mulheres qualificadas da Europa.

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Num momento em que fenómenos como o “child penalty” ainda são uma realidade, novos modelos de trabalho assumem-se como um terreno fértil para o empreendedorismo e para a liderança feminina, diluindo diferenças e gerando a oportunidade de conciliar liberdade pessoal com ambição e progressão real. A tecnologia e a inovação surgem aqui, não só como fatores de competitividade, mas também como garantes de igualdade e transparência.

A nossa experiência deixa-nos bastante claro que, em plena era digital, a inovação e a transparência são chaves indispensáveis à criação de uma força laboral mais equitativa e, consequentemente, mais rica, realizada e produtiva. E os números não deixam dúvidas: 50% da nossa rede de empresários é hoje constituída por mulheres, que lideram o ranking interno de performance. Cada rosto conta uma história, muitas delas relacionadas com o facto de não terem colhido o merecido reconhecimento pelo seu trabalho, com base em critérios injustos e desiguais.

Se a inovação tecnológica e os novos modelos de trabalho são aliados poderosos, por permitirem crescimento profissional, qualidade de vida e maior participação em todas as áreas do negócio, os modelos baseados em mérito, com remuneração ligada ao desempenho e oportunidades de progressão claras, asseguram que mulheres construam liderança e influência sem depender de redes fechadas ou de capital inicial elevado. Com esta combinação poderosa, o crescimento deixa de ser imposto pelo escritório ou pela hierarquia e passa a depender do talento, da dedicação e da capacidade de criar valor.

O sector imobiliário, muitas vezes associado a desigualdades históricas, está a tornar-se um espaço onde mulheres podem, agora, prosperar em pé de igualdade. Vale, por isso, reforçar esta mensagem: o imobiliário não é apenas um mercado de casas, é também um mercado de pessoas e oportunidades. Para as mulheres que procuram autonomia, flexibilidade e espaço para liderar, este sector começa a abrir portas e a redefinir o que significa construir uma carreira de sucesso no século XXI.

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