Apesar da inauguração do novo escritório em Londres, o CEO Nikolay Storonsky disse à equipa que a Revolut continuaria a dar prioridade ao trabalho flexível, reporta a Euronews.
A Revolut informou os colaboradores que continuará a permitir o trabalho híbrido, apesar da maior pressão corporativa para que os colaboradores regressem ao escritório. «Preocupamo-nos mais com o que fazem do que onde o fazem», escreveu Nikolay Storonsky numa mensagem interna aos colaboradores. «Enquanto o trabalho híbrido nos mantiver produtivos, não faremos qualquer alteração», acrescentou.
A garantia surge no momento em que a Revolut se prepara para abrir uma nova sede em Canary Wharf, Londres. O escritório terá quatro andares e aumentará a sua área útil para mais de 10 mil m2.
A Revolut assinou um contrato de arrendamento de 10 anos e a mudança está prevista para Maio. «A nossa nova sede e muitos dos nossos outros escritórios continuarão a desempenhar um papel crucial no nosso crescimento e para aqueles que desejam frequentá-los», disse Nikolay Storonsky no memorando interno.
A comunicação incluiu os modelos do novo espaço, que mostram um auditório, mesas e uma zona de refeitório. Storonsky acrescentou que, nos mercados não essenciais da Revolut, a empresa continuaria a «incentivar mais tempo de escritório», e que isso «apoiaria o crescimento» em locais onde as equipas são mais pequenas.
Actualmente, a Revolut conta com mais de 10 mil colaboradores e opera escritórios físicos em 23 países. Além da opção de trabalhar inteiramente a partir de casa, os colaboradores podem também trabalhar no estrangeiro até 120 dias por ano.
A abordagem da Revolut ao trabalho flexível separa o neobanco de uma série de empresas que estão a incentivar o regresso ao escritório.
O maior banco dos EUA, o JPMorgan Chase, anunciou em Janeiro que ia acabar com as políticas de trabalho híbrido. Pouco depois, surgiu um anúncio do Barclays, determinando que os colaboradores deveriam estar no escritório três dias por semana, em vez de dois. Fora do sector bancário, a Amazon também anunciou no ano passado que os trabalhadores devem estar no escritório cinco dias por semana.














