No primeiro trimestre do ano, a taxa de desemprego foi 6,7%, valor igual ao do trimestre anterior e inferior em 0,1 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre homólogo de 2019, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta quarta-feira.
Segundo o INE, a população desempregada, estimada em 348,1 mil pessoas, diminuiu 1,2% (4,3 mil) em relação ao trimestre anterior e 1,6% (5,5 mil) relativamente ao primeiro trimestre de 2019.
Os dados revelam ainda que a taxa de desemprego dos homens (6,1%) foi inferior à das mulheres (7,2%) em 1,1 p.p., tendo a primeira aumentado 0,1 p.p. em relação ao trimestre anterior, enquanto a segunda diminuiu 0,3 p.p..
A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) foi 19,7%, um valor superior em 0,2 p.p. ao do 4.º trimestre de 2019.
A proporção de desempregados à procura de emprego há 12 ou mais meses (longa duração) foi 43,8%, valor inferior em 3,9 p.p. ao do trimestre anterior.
Já população empregada, 4 865,9 mil pessoas, diminuiu 0,9%, o que equivale a 41,7 mil pessoas por comparação com o trimestre anterior e 0,3% (14,3 mil) em relação ao homólogo, sendo a primeira variação homóloga negativa desde o 3.º trimestre de 2013.
A população empregada ausente do trabalho ascendeu a 452,1 mil pessoas (9,3% da população empregada), tendo aumentado 33,0% (112,2 mil) em relação ao trimestre anterior. Este aumento ficou a dever-se essencialmente à redução ou falta de trabalho por motivos técnicos ou económicos da empresa (inclui a suspensão temporária do contrato e o layoff), razão apontada por 68,3 mil daquelas pessoas.
Os dados do INE indicam ainda que a subutilização do trabalho abrangeu 694,7 mil pessoas, tendo aumentado 2,5% (16,7 mil) em relação ao trimestre anterior e diminuído 5,8% (43,1 mil) em relação ao homólogo. A taxa de subutilização do trabalho, estimada em 12,9%, aumentou 0,4 p.p. relativamente ao trimestre precedente e diminuiu 0,7 p.p. por comparação com um ano antes.
A população inactiva com 15 e mais anos, estimada em 3 676,4 mil pessoas, aumentou 1,9% (67,8 mil) relativamente ao trimestre anterior e 1,4% (49,7 mil) em relação ao trimestre homólogo. Aquele aumento trimestral foi o maior ocorrido num 1.º trimestre desde 2011.
A informação deste Destaque é já parcialmente influenciada pela situação actual determinada pela pandemia COVID-19, seja pela natural perturbação associada ao impacto da pandemia na obtenção de informação primária, seja pelas alterações comportamentais decorrentes das medidas de salvaguarda da saúde pública adoptadas.














