Insolvências aumentam 13% em Outubro. Um sector duplicou o número de casos face ao ano passado

Margarida Lopes
13 de Novembro 2025 | 19:20
Insolvências aumentam 13% em Outubro. Um sector duplicou o número de casos face ao ano passado

O mercado empresarial português iniciou o quarto trimestre de 2025 com sinais mistos segundo dados da Iberinform. O número de empresas insolventes registou um incremento de 3,2% face ao mesmo período do ano anterior, totalizando mais 95 processos de insolvência até Outubro. Só no mês de Outubro foram registadas 464 insolvências, mais 55 do que em Outubro de 2024, traduzindo-se num aumento de 13%.

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As insolvências apresentadas pelas próprias empresas cresceram 12%, com mais 82 processos, enquanto as acções requeridas por terceiros aumentaram 2,1%, correspondendo a mais 12 processos. No sentido inverso, os encerramentos com plano de insolvência diminuíram 14%, menos seis empresas. No total do ano, já foram declaradas insolventes 1731 empresas, mais sete do que no mesmo período do ano passado.

Geograficamente, Porto e Lisboa mantêm-se como os distritos mais afectados, com 772 e 748 empresas insolventes, respectivamente. As maiores variações positivas verificaram-se em Bragança (+26%), Viana do Castelo (+22%), Faro (+21%) e Leiria (+20%).

Em contraste, Beja (-47%), Évora (-25%), Viseu (-24%), Angra do Heroísmo (-22%), Madeira (-21%) e Santarém (-20%) apresentaram reduções significativas. Os dados revelam um agravamento das dificuldades no interior norte e maior estabilidade empresarial em algumas regiões do Sul e nas regiões autónomas.

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Por sectores, as telecomunicações registaram a maior subida de insolvências, duplicando o número de casos face ao ano anterior. Seguem-se os sectores da agricultura, caça e pesca (+39%) e transportes (+30%). A electricidade, gás e água, pelo contrário, apresentou a maior redução, com uma queda de 46% nas insolvências, reflectindo maior resiliência no sector energético.

No que respeita às constituições, Outubro registou 3957 novas empresas, uma diminuição de 3,4% em relação às 4096 do mesmo mês de 2024. Apesar desta quebra mensal, o acumulado do ano revela uma tendência positiva, com um crescimento global de 3,9% na criação de empresas, e um total de 44.920 novas sociedades. 

Lisboa continua a liderar com 13.935 novas sociedades (+2,6%), seguida do Porto, com 7.756 (+4,8%). Entre os distritos com maior crescimento destacam-se Viseu (+23%), Vila Real (+16%), Ponta Delgada (+15%), Leiria (+12%) e Évora (+11%), enquanto Horta registou a maior descida (-17%).

Em termos sectoriais, a agricultura, caça e pesca lidera o crescimento das novas constituições (+21%), seguida da construção e obras públicas (+19%) e do comércio por grosso (+6,2%). Os maiores decréscimos ocorreram nos transportes (-22%), telecomunicações (-15%) e electricidade, gás e água (-12%), num reflexo da retracção nas áreas tecnológicas e de mobilidade.

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O comportamento contrastante entre insolvências e constituições demonstra um ambiente económico heterogéneo, com maior pressão sobre sectores tecnológicos e logísticos e uma dinâmica positiva em actividades ligadas à produção, infraestruturas e exportação.

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