Insolvências aumentam nos primeiros sete meses de 2025

Tânia Reis
12 de Agosto 2025 | 07:50

Os mais recentes dados da Iberinform Crédito & Caución reportam um aumento de 7,3% nas acções de insolvência no final dos primeiros sete meses deste ano face ao período homólogo de 2024. As constituições apresentam decréscimo ligeiro de 0,4%.

 

As insolvências registadas até final de Julho apresentam um incremento de 7,3% face ao período homólogo de 2024, com um total de 2.255 acções (+153). Apenas no mês de Julho foram registadas 314 insolvências, mais 48 que em 2024 (+18%).

Nos primeiros sete meses deste ano, as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas aumentaram 23% face ao ano transacto, com mais 103 acções, enquanto as declarações de insolvência requeridas por terceiros tiveram um incremento de praticamente 20%, com mais 75 pedidos e um total de 457 apresentações. Os encerramentos com plano de insolvência diminuíram mais de 33% face a 2024, com um total de 20 encerramentos. No período em análise, foi declarada a insolvência de 1.218 empresas (total encerramento de processo), menos 15 que em 2024.

Lisboa e Porto são os distritos com maior número de insolvências, 535 e 558, respectivamente. Face a 2024, verifica-se um acréscimo superior a 15% em Lisboa e de 13% no distrito do Porto. Até final de Julho, os distritos que apresentam os maiores crescimentos nas insolvências são: Bragança (+39%); Castelo Branco (+32%); Leiria (+30%); Faro (+22%) e Viana do Castelo (+19%). Nove distritos apresentaram decréscimos neste indicador: Madeira (-40%); Beja (-39%); Ponta Delgada (-25%); Viseu (-24%); Santarém (-16%); Évora (-13%); Guarda (-5,3%); Aveiro (-2,4%) e Setúbal (-1,7%).

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Os sectores de actividade que apresentam os maiores crescimentos até final de Julho são: Telecomunicações (+100%); Agricultura, Caça e Pesca (+65%); Transportes (+40%) e Indústria Extractiva (+40%). Em polo oposto destaca-se o setor da Electricidade, Gás, Água (-83%).

Constituições decrescem 15% em Julho e 0,4% no acumulado

As constituições no mês de Julho decresceram de 4.229 novas empresas em 2024 para 3.615 em 2025, menos 614 em termos homólogos (-15%). No acumulado do ano, o decréscimo face a 2024 é de 0,4% com um total de 32.035 novas empresas constituídas em 2025.

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O distrito de Lisboa acolhe o número de constituições mais significativo, com 9.771 novas empresas (-2,4% face a 2024), seguido pelo distrito do Porto com 5.524 empresas (+1,9%). Os distritos que apresentem maiores acréscimos na constituição de novas empresas até final de Julho são: Viseu (+20%); Évora (+15%); Portalegre (+11%) e Leiria (+10%). Os distritos com maiores variações negativas são: Horta (-22%); Faro e Angra do Heroísmo (ambos com um decréscimo de 7,8%) e Aveiro (-5,2%).

Até final de Julho, os sectores com maiores aumentos na criação de novas empresas são: Agricultura, Caça e Pesca (+22%) e Construção e Obras Públicas (+14%). Os sectores com as maiores variações negativas face a 2024 são: Telecomunicações (-29%); Transportes (-25%); Electricidade, Gás, Água (-24%) e Comércio a Retalho (-11%).

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