Instituto Politécnico de Setúbal vai requalificar profissionais desempregados para a área das TIC

Margarida Lopes
4 de Fevereiro 2021 | 11:55

O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) é uma das entidades parceiras do programa UpSkill, que está a requalificar profissionais para a área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) como resposta à crescente procura de talento digital por parte das empresas e contributo para o aumento da competitividade do País.

 

O programa nacional, que estima formar 3000 pessoas em três anos, resulta de uma parceria entre a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), e dirige-se a quem está em situação de desemprego ou queira tentar um novo rumo profissional numa área de grande carência de recursos humanos para a generalidade das empresas em processo de  transformação digital.

Actualmente a formação está a decorrer em vários politécnicos a nível nacional (Braga, Castelo Branco, Guarda, Santarém/Leiria, Porto e Viseu), sendo que a Área Metropolitana de Lisboa, onde se concentra o maior número de formandos, é assegurada pelo IPS e também pelo ISCTE.

Em Setúbal, são ao todo 47 os formandos inscritos, vindos de vários territórios do sul do País (Lisboa, Setúbal, Faro e Évora), com uma média de idades de 32 anos e níveis de habilitações académicas que vão desde o 12.º ano (mínimo exigido) até ao doutoramento.

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Os cursos, que têm uma duração estimada de seis meses em ambiente lectivo, abarcam a programação, designadamente em Java e .Net, e as plataformas de desenvolvimento low code, como é o caso da Outsystems, sendo assegurados no IPS por docentes das escolas superiores de Ciências Empresariais (ESCE/IPS) e de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS). Seguem-se três meses de estágio nas empresas aderentes ao programa, estando prevista a contratação de, pelo menos, 80% dos novos recursos humanos qualificados, mediante uma remuneração mínima de 1200 euros mensais.

Durante a formação teórica e o estágio, os formandos contam com uma bolsa equivalente ao salário mínimo nacional.

«Enquanto promotor da formação ao longo da vida, o IPS proporciona oportunidades de qualificação em idade adulta que visam o desenvolvimento de novas competências, a evolução profissional, a descoberta de outros rumos ou até mesmo a realização de projetos de vida que ficaram suspensos» lembra Carlos Mata, vice-presidente do IPS com o pelouro da Empregabilidade e Relacionamento com as Empresas e Organizações, salientando o programa UpSkill como uma “iniciativa nacional de relevo” nesta área, à qual o IPS não poderia deixar de aderir.

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