56% das empresas do sector de Centros Serviços Partilhados em Portugal quer contratar este ano, o que representa uma diminuição face a 2020, em que o valor ascendia 80%. Os dados são do estudo Total Compensation Portugal – Centros de Serviços Partilhados 2020, realizado pela Mercer primeira vez em Portugal, com o objectivo de analisar as principais tendências no mercado português relativamente a Políticas de Compensação nos Business Service Centers.
O estudo mostra ainda que se no ano passado a intenção de reduzir o número de postos de trabalho era nula, em 2021, 11% das empresas deste sector manifestam esta intenção.
Neste contexto, a intenção de estabilizar, mantendo o mesmo número de colaboradores cresceu de 2020 para 2021. Segundo os resultados apurados, 33% das empresas pretende manter o número de colaboradores no próximo ano, contra aos 20% apurados para 2020.
Incrementos salariais
No que diz respeito aos Incrementos Salariais, os factores que mais condicionam o sector dos Centros de Serviços Partilhados nesta atribuição são os resultados individuais do colaborador (89%), grelha Salarial (78%) e o posicionamento competitivo vs mercado (61%). Factores como antiguidade e o nível funcional são as caraterísticas menos influentes na atribuição do incremento salarial.
A tendência observada na amostra revela que a maioria das empresas (79%) pratica a revisão salarial uma vez por ano, sendo que 32% realiza no mês de Março, seguindo-se Abril (26%) e Janeiro (16%).
Ainda de acordo com as informações recolhidas, prevê-se que 27% das empresas deste sector proceda ao congelamento de salários no ano de 2021.
Relativamente à remuneração variável, a grande parte das empresas de centros de serviços partilhados (90%) refere que atribui remuneração variável em forma de bónus aos seus colaboradores, sendo quanto maior for a responsabilidade associada ao nível do cargo do colaborador, maior o potencial de ganho ao nível da Remuneração Variável
No que respeita aos Incentivos de Longo Prazo, apenas 35% afirma atribuir esta tipologia de remuneração variável a alguns dos seus colaboradores, sendo que este tipo de benefício tem maior incidência em funções de topo. Ainda assim, esta prevalência está ligeiramente acima do mercado geral em Portugal (29% com base no Estudo Total Compensation 2020).
Benefícios
Cerca de 33% das empresas deste sector concede aos seus colaboradores um complemento de subsídio de doença. Das empresas que concedem este benefício, 50% refere que o montante de complemento de subsídio de doença a pagar pela empresa representa uma percentagem do salário base líquido.
O plano médico é outro dos benefícios atribuídos por todas as empresas (100%).
Das empresas analisadas, o estudo Total Compensation – Centros de Serviços Partilhados 2020 conclui que 25% atribui os seguros de acidentes pessoais como um benefício para os colaboradores.
No que respeita à educação, 50% das empresas inquiridas afirma conceder apoio à formação dos seus colaboradores, uma prevalência relativamente elevada face a outros sectores.
A política automóvel é um benefício atribuído por atribuído por 90% das empresas participantes no estudo Total Compensation – Centros de Serviços Partilhados 2020.
O estudo mostra ainda que este sector é caraterizado por uma população muito jovem, sendo que 58% dos colaboradores tem até 35 anos; 38% situa-se na faixa etária dos 36 aos 50 anos; e apenas 4% tem idade superior a 51 anos.
Relativamente ao factor «antiguidade», e de acordo com a informação recolhida, podemos concluir que 70% da amostra tem até três anos de serviço. Com quatro a 10 anos de serviço, assinala-se um total de cerca de 20% dos colaboradores incluídos na amostra.
No que diz respeito ao nível académico dos colaboradores do sector dos Centros de Serviços Partilhados em Portugal, observa-se que 78% tem pelo menos a licenciatura. É ainda possível verificar que, ao nível da distribuição de género, este sector mantém o equilíbrio, com uma distribuição de 50/50 para ambos os géneros.
Para a realização deste estudo, procedeu-se à recolha de informação das empresas deste sector a actuar no mercado português, que totalizam um universo de 23, tendo sido analisados 11.000 postos de trabalho.














