Investigação de escola portuguesa distinguida pela União Europeia

Margarida Lopes
7 de Janeiro 2021 | 08:35

O projecto de investigação TESSe2b, desenvolvido por um consórcio de 10 parceiros coordenado pelo Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), está na lista dos projectos bem-sucedidos destacados pela Comissão Europeia pelo seu contributo para a meta de uma Europa com impacto neutro no clima até 2050, no quadro do Pacto Ecológico Europeu.

 

O sistema desenvolvido, que dá pelo nome de Thermal Energy Storage Systems for Energy Efficient Buildings (TESSe2b), propõe uma solução para o armazenamento de energia térmica em edifícios residenciais, por recursos solares e geotérmicos, de instalação fácil e a baixo custo para o cidadão comum.

O projecto, que decorreu entre 2015 e 2019, sob coordenação do professor Luís Coelho, da Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTSetúbal/IPS), foi financiado pelo programa Horizonte 2020 (H2020), da Comissão Europeia, com um montante de 4,3 milhões de euros, demonstrando a capacidade do IPS para liderar, e com sucesso reconhecido, projetos europeus de relevância e em parceiras alargadas.

«Neste quadro, o sistema TESSe2b, que envolveu cinco instituições de ensino superior, um centro de investigação e quatro pequenas e médias empresas, em representação de oito países (Portugal, Grécia, Chipre, Espanha, Áustria, Polónia, Alemanha e Reino Unido), veio provar que, em tempos de transição energética, em que se começa a generalizar o uso de fontes renováveis nas habitações, o problema coloca-se sobretudo ao nível do armazenamento, exigindo uma solução para garantir a disponibilidade de energia sempre que ela é necessária, seja para aquecimento, arrefecimento ou produção de águas quentes sanitárias», lê-se em comunicado.

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O novo sistema foi testado em três locais de demonstração, na Áustria, Espanha e Chipre, para adaptação do desempenho a vários tipos de clima, e o que se apurou é que esta solução permitirá «reduzir o consumo de energia nas habitações em pelo menos 30 por cento», significando menos custos para o consumidor final.

Sucedido pelo Horizonte Europa, que vigorará até 2027, o H2020 destacou-se como o maior programa de investigação e inovação de sempre da União Europeia, com um total de 80 mil milhões de euros direccionados para a produção de ciência e tecnologia de nível mundial, capazes de sustentar o crescimento económico e o emprego qualificado.

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