Investimento estrangeiro pode atingir os três mil milhões de euros até ao fim do ano

Human Resources com Lusa
9 de Novembro 2021 | 18:00
Investimento estrangeiro pode atingir os três mil milhões de euros até ao fim do ano

O secretário de Estado da Internacionalização disse que se Portugal quiser pode atingir até ao final do ano os três mil milhões de euros de contratualização de investimento estrangeiro.

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Segundo Eurico Brilhante Dias, o país «tem procura suficiente para contratualizar até ao final do ano aquilo que contratualizou em 2020, 2019 e 2018».

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«O ano de 2021, no seu conjunto, pode ser o equivalente aos três anos anteriores», sublinhou o governante, numa intervenção na conferência “Exportações & Investimento”, promovida pela AICEP, que decorreu em Coimbra.

De acordo com o secretário de Estado, se Portugal cumprisse com todos os investidores em lista contratualizados até 31 de Dezembro, «poderíamos atingir três mil milhões de euros em contratualização».

«Significa que, a par deste movimento, o investimento directo estrangeiro (IDE) em stock no país atingiu, pela primeira vez, em 2020, os 75% do PIB, o que é um recorde de sempre», sublinhou.

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Apesar do PIB ter descido em 2020, Eurico Brilhante Dias afirmou que, em bom rigor, este ano o PIB já atingiu os 75,1% no primeiro semestre continua a crescer, «o que significa que o fluxo de IDE e o stock de IDE estão a crescer, permitindo continuar a ter mais peso do investimento directo estrangeiro».

«Essa trajectória é crescente, o que significa que é um trabalho colectivo que tem na AICEP um braço armado único e insubstituível na economia portuguesa em vários sectores».

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O secretário de Estado da Internacionalização considera que o «capital estrangeiro é decisivo para o ciclo virtuoso entre investimento e exportações».

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«Se Portugal cresceu entre 2017-2019 acima da média da União Europeia muito o deve à atracção das exportações da captação de investimento directo estrangeiro», sublinhou.

Na conferência da AICEP, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), António Costa Silva, alertou que Portugal perdeu o «elo colectivo de trabalhar uns com os outros», o que pode ser “letal” para o futuro do país.

António Costa Silva disse que Portugal precisa de ter muita atenção ao contexto internacional, com aumento do custo dos bens de produção, da energia e disrupção das cadeias logísticas.

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«A última coisa de que precisávamos era que a implementação do PRR e do Portugal 2030 fosse profundamente afetada por estes efeitos do contexto internacional a que não podemos fugir», enfatizou.

O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento alertou ainda para o problema interno da economia portuguesas, que nos 20 anos do século XXI esteve estagnada «e continua estagnada».

«Nestes 20 anos, o nosso PIB per capita, se o compararmos com o nível médio da União Europeia, tem oscilado 30 a 40% abaixo da média da Europa», disse na sua intervenção.

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