Investir sem inteligência territorial pode comprometer a rentabilidade das empresas

Abrir uma nova loja no local errado, lançar uma campanha comercial numa área com baixa procura, expandir para um mercado saturado ou investir recursos onde o potencial de crescimento é limitado. Muitas das decisões que condicionam o sucesso de uma empresa têm um denominador comum: são tomadas sem uma compreensão completa do território em que vão ser executadas. Quem o diz é a inAtlas, empresa especializada em Business Intelligence baseada em Big Data, Inteligência Artificial e análise geoespacial.

Human Resources
24 de Julho 2026 | 18:00
Investir sem inteligência territorial pode comprometer a rentabilidade das empresas

A volatilidade actual, a pressão sobre as margens e a rapidez com que os mercados evoluem tornaram a tomada de decisões de investimento um dos principais desafios para as organizações. No entanto, embora as empresas tenham mais informação do que nunca, transformar esse volume de dados em conhecimento útil continua a ser uma tarefa pendente.

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As consequências têm um impacto directo na rentabilidade. Segundo a Gartner, a má qualidade dos dados custa às organizações uma média de 12,9 milhões de dólares por ano, um valor que a consultora continua a citar como referência do sector. Para além da tecnologia, o problema reside na dificuldade de converter a informação disponível em decisões estratégicas.

Na Espanha, esta realidade reflecte-se também no nível de adopção de análises avançadas de dados. De acordo com o Inquérito sobre o uso das TIC e do comércio electrónico em empresas, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), correspondente a 2024, apenas 41,4% das empresas com dez ou mais colaboradores realizam análise de dados com os seus próprios colaboradores, o que mostra que ainda existe uma ampla margem para incorporar a análise de informação na estratégia empresarial.

 

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O território também faz parte do risco
Tradicionalmente, a avaliação de um investimento tem sido associada a indicadores financeiros, previsões económicas ou análises sectoriais. No entanto, torna-se cada vez mais evidente que o sucesso de uma estratégia depende também de fatores territoriais em constante mudança: evolução demográfica, mobilidade populacional, poder de compra, concentração empresarial, comportamento do consumidor, pressão competitiva ou até a atractividade turística de uma área.

Ignorar estas variáveis pode resultar em investimentos pouco lucrativos, redes comerciais sobredimensionadas ou estratégias de expansão que estão longe da realidade do mercado.

«A localização sempre foi importante. O que mudou foi a quantidade de informação que podemos usar hoje para a compreender», explica Silvia Banchini, co-fundadora e directora comercial da inAtlas. «As empresas já não precisam apenas de saber onde estão os seus clientes; precisam de compreender como um território evolui e que oportunidades ou riscos apresenta antes de investirem.»

 

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Do Big Data à Inteligência de Negócios
Perante este cenário, a Business Intelligence territorial está a assumir um papel cada vez mais relevante nas estratégias empresariais. O objectivo deixa de ser recolher mais informação, mas sim integrar dados de diferentes fontes para construir uma visão completa do mercado e facilitar decisões informadas.

Demografia, tecido empresarial, mobilidade, actividade económica, turismo, concorrência ou hábitos de consumo são apenas algumas das variáveis que podem ser analisadas em conjunto hoje para identificar oportunidades, antecipar mudanças e reduzir a incerteza antes de iniciar um projecto de expansão, abrir um novo ponto de venda ou redefinir uma rede comercial.

 

Compreender o território para tomar melhores decisões
Esta é a filosofia por trás da inAtlas, uma empresa especializada em Business Intelligence baseada em Big Data, Inteligência Artificial e análise geoespacial. A sua plataforma integra milhares de milhões de dados públicos e privados para oferecer uma leitura precisa da realidade económica e social de cada território.

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Esta capacidade permite que empresas e administrações respondam a questões estratégicas antes de tomarem uma decisão: onde existe maior potencial de crescimento, quais as áreas que concentram a procura, como um mercado local está a evoluir, que impacto pode ter a concorrência ou onde é aconselhável priorizar novos investimentos.

Em vez de substituir a experiência dos decisores, a Business Intelligence fornece o contexto necessário para reduzir a incerteza e apoiar cada estratégia com informação objectiva e actualizada.

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