Isabel Borgas, NOS: Onde fica o escritório depois do hiper hype do remoto?

Human Resources
30 de Agosto 2021 | 12:00
Isabel Borgas, NOS: Onde fica o escritório depois do hiper hype do remoto?

Isabel Borgas, directora de Pessoas e Organização da NOS, faz notar que «47% das empresas preveem alterações às necessidades de espaço nos próximos três anos, sendo que as principais mudanças passam por dar prioridade a espaços colaborativos, de lazer e hot desking. O escritório assume-se, assim, como âncora social, como escola no learning on the job e como hub para colaboração não estruturada». Leia a sua análise aos resultados do XXXVII Barómetro Human Resources.

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«Apenas uma minoria das empresas em Portugal está preparada para liderar num contexto laboral que inclui trabalho remoto. Dizem os resultados do barómetro e o inquérito mais recente da Manpower Group, onde se revela que 74% dos empregadores portugueses admitem privilegiar o modelo presencial durante os próximos seis a 12 meses – representando um aumento face aos 40% registados no trimestre anterior. Apesar disso, a única verdade que podemos tomar como boa é que nada será como dantes. A maioria das empresas vai apostar em modelos híbridos, seja porque acreditam que estes modelos trazem melhores resultados, seja porque, embora não acreditem que tragam vantagens, os seus colaboradores assim o exigem, e será um factor incontornável de atracção e retenção de talento, como revelam os resultados do barómetro. A pandemia veio alterar, definitivamente, as expectativas dos executivos das empresas. Para a esmagadora maioria, o modelo híbrido será cada vez mais comum – estimando que os seus colaboradores estejam no escritório entre 21% a 80% do tempo, ou seja, entre um e quatro dias da semana, diz a McKinsey, num estudo publicado em Maio deste ano. Importa, então, reflectir sobre o papel do escritório na estratégia das empresas. Segundo estudo da PWC, para os colaboradores, o propósito do escritório deve associar-se ao cultivo de relações entre colegas, colaboração e celebração de sucessos. Já as empresas consideram que devem promover a cultura organizacional e colaboração eficiente. Resultados corroborados pela visão dos inquiridos do barómetro. E 47% das empresas prevêem alterações às necessidades de espaço nos próximos três anos, sendo que as principais mudanças passam por dar prioridade a espaços colaborativos, de lazer e hot desking. O escritório assume-se, assim, como âncora social, como escola no learning on the job e como hub para colaboração não estruturada. Nesta medida, devem ser geridos para encorajar ligações. Ser pensados e desenhados para human moments, num equilíbrio entre espaços privados e abertos, que permitam interacções sociais nos seus mais diversos tipos, de modo a criar o sentido de comunidade. E personalizados pela tecnologia, que não só ajuda a perceber melhor como operamos socialmente, mas também porque permite definir a utilização de espaços sociais mais eficientemente, e ajuda a conectar os colaboradores presenciais e remotos.»

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Este testemunho foi publicado na edição de Agosto (nº. 128) da Human Resources, no âmbito da XXXVII edição do seu Barómetro.

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