Isabel Moisés, Grupo Secil: Irá a pandemia contribuir para uma evolução nas empresas?

Human Resources
12 de Março 2021 | 12:40
Isabel Moisés, Grupo Secil: Irá a pandemia contribuir para uma evolução nas empresas?

Será que «finalmente se compreendeu que a gestão dos activos intangíveis relacionados com pessoas é tão relevante e determinante para o P&L [profit and loss] como as variáveis tangíveis relacionadas com indicadores financeiros e operacionais (e marca)»? Os resultados do XXXIV Barómetro Human Resources parecem indicar que sim. Leia a análise de Isabel Moisés, directora executiva de Recursos Humanos do Grupo Secil.

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«Pela leitura das respostas ao XXXIV Barómetro, conclui-se que há um consenso na crença de que o mundo pós-pandemia vai ser diferente, em particular o mundo empresarial da Gestão de Pessoas. Senão vejamos e, dando destaque somente a temas universais: mais de 60% dos participantes no Barómetro acreditam que existirão grandes desafios com novas formas de organizar o trabalho, e mais de 50% crêem que os temas da saúde – a física e a mental – vão ocupar um espaço central na agenda! E 62% dos participantes acreditam, ainda, que vamos assistir, de facto, a uma mudança do paradigma de que o “presentismo é que é”. Ou seja, “o presentismo” já era!

As boas notícias continuam porque aproximadamente 80% dos participantes acreditam que os responsáveis de Recursos Humanos vão influenciar de forma elevada ou muito elevada a estratégia de negócio em 2021. Se estas previsões se concretizarem todas, daremos um salto de gigante na nossa matriz tradicional de tomada de decisão empresarial (ou corporativa).

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Quererá dizer que, finalmente, se compreendeu que a gestão (definição de objectivos e processos, análise, planeamento, implementação de acções, acompanhamento de desvios, implementação de acções correctivas, apuramento de resultados) dos activos intangíveis relacionados com pessoas é tão relevante e determinante para o P&L (profit and loss) como as variáveis tangíveis relacionadas com indicadores financeiros e operacionais (e marca).

Parece um trabalho e uma evolução possíveis, mesmo que, para isso, tenha de ter acontecido uma pandemia e uma profunda crise económica e social (não imaginamos o que está para vir e até temos um olhar não muito negativo sobre a evolução do emprego para 2021 – somente 36% dos inquiridos consideram que o emprego vai diminuir mais de 3%).»

 

Este testemunho foi publicado na edição de Fevereiro (nº. 122)  da Human Resources, no âmbito da XXXIV edição do seu Barómetro.

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