Actualmente existem mais mulheres nas empresas nacionais dos diferentes sectores e, sobretudo, em cargos de liderança, o que contribui para uma gestão corporativa mais ampla e equitativa.
No entanto, a consultora de Recursos Humanos Kelly lembra que existe um longo caminho a percorrer para atingir a verdadeira igualdade de género no trabalho, tendo em conta as desigualdades que continuam a existir no mercado de trabalho ao nível da gestão de recursos humanos e que perpetuam as distinções internas, apenas com base no género dos colaboradores.
Para promover um tratamento justo entre todos dentro das organizações, a Kelly enumera algumas medidas que devem não só ser adoptadas pelos departamentos de RH das empresas, como também exigidas pelos seus colaboradores:
1. Avaliar resultados e não o tempo
O tempo que cada um passa no escritório ou online não se traduz necessariamente em resultados. No entanto, os líderes podem sentir alguma ansiedade e incerteza com a ideia de dar total liberdade às suas equipas. É preciso encontrar um meio-termo. Uma boa solução pode passar pela definição clara de objectivos e timings para que estes sejam cumpridos, de modo a facilitar o processo de avaliação sobre o contributo de cada um, ao mesmo tempo que lhes é dada liberdade suficiente para uma gestão de tempo pessoal mais eficaz e criativa.
2. Transparência nas decisões
É quando se sentem verdadeiramente incluídos que os colaboradores estão mais motivados e dispostos a ir além daquilo que lhes é pedido. A transparência das decisões está comprovadamente associada a maiores níveis de confiança e adesão, tal como também potencia a criatividade laboral. Por isso, nos momentos em que é preciso tomar decisões ou debater problemas, estes devem ocorrer na presença de todas as partes interessadas e não em conversas informais ou selectivas. Aos líderes cabe a responsabilidade de ouvir todas as perspectivas para tomar decisões justas, sustentadas e compreendidas por toda a equipa.
3. Promover a cooperação e não a competição
Olhar para a carga laboral como uma competição só irá fomentar o individualismo. Se, em vez disto, os Recursos Humanos promoverem o sentido de cooperação, estão a formar verdadeiras equipas que, juntas, trabalham para um objectivo comum, o sucesso da empresa e, por consequência, o sucesso de todos os que a constituem.
4. Recompensar de forma equitativa
Promover a meritocracia nunca foi um erro, mas existem outros modelos, mais contemporâneos e baseados na psicologia humana, que apontam para melhores resultados quando se recompensam as equipas pelo trabalho dos seus membros. Ou seja, em vez de premiar apenas um colaborador pelo seu trabalho, mostrar esse agradecimento à equipa a que este pertence. Desta forma, todos os elementos da organização se sentirão mais motivados a trabalhar não apenas para o seu bem, mas para o bem de todos aqueles com quem partilha o seu dia-a-dia.
5. Aceitar e adoptar a flexibilidade
Se, antes da pandemia, eram raras as empresas que adotavam verdadeiros modelos flexíveis, agora vemos o oposto, as que preferem manter os formatos convencionais parecem ter ficado presas no tempo. É certo que o modelo remote não pode ser aplicado a todos os sectores, mas a flexibilidade pressupõe algo diferente, como por exemplo a troca de turnos em empregos como os do sector do retalho. Este tipo de medidas só trará bons resultados, mais motivação, maior autonomia e sentido de cooperação. As organizações que, aos dias de hoje, rejeitem por completo as ideias de flexibilidade, autonomia ou opções remote (quando aplicáveis), só estão a manter equipas desmotivadas e colaboradores a curto-prazo.














