Já não é o salário que pesa mais na decisão de emprego

De acordo com o Índice de Confiança Global da Michael Page referente ao terceiro trimestre deste ano, o salário surge como o segundo factor que leva os portugueses a mudar de trabalho. Sabe qual é o primeiro?

 

Os dados recolhidos pela Michael Page revelam que mais de metade dos portugueses (57,1%) procura um novo trabalho estimulado pelo desenvolvimento de novas competências profissionais, enquanto que a motivação de aumento salarial se situa nos 34%. A falta de perspectivas de evolução profissional é outra das razões que leva os portugueses a mudarem de emprego, representada por 30,5% dos inquiridos.

Os três aspectos em que os candidatos se mostram mais satisfeitos incluem o situação actual de trabalho, o nível de responsabilidade e o equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

O estudo mostra ainda que mais de metade dos candidatos (53,4%) gostaria de trabalhar alguns dias a partir de casa e menos de metade dos candidatos (43,7%) considera negativa a sua actual situação económica.

A maioria dos inquiridos (99,2%) considera relevante o reconhecimento do seu trabalho, 98,6%, refere a importância da relação com os colegas de trabalho e superiores, e 96% o facto de poder trabalhar numa empresa socialmente responsável. A importância do equilíbrio de género na organização e igualdade é referida por 76% dos candidatos.

Quando questionados sobre o tempo que precisam até conseguir um novo trabalho, 56,1% dos candidatos considera que serão precisos menos de três meses para encontrar uma nova oportunidade profissional.

As melhores empresas
Quanto às três melhores empresas para trabalhar em Portugal, os candidatos elegeram a EDP, Sonae e Microsoft.

O Índice de Confiança Global da Michael Page é um barómetro trimestral que mede a percepção dos candidatos sobre a sua situação profissional e o mercado de trabalho. Os dados são reunidos têm por base a resposta de profissionais que se candidataram a ofertas de emprego através do site da Michael Page. O estudo analisou candidatos entre os 18 e os 64 anos, no desempenho de sete funções profissionais, em 17 cidades portuguesas.

 

Confiança em alta
O Indice de Confiança Global da Michael Page destaca ainda que mais de metade dos candidatos (54,8%) espera que a situação económica nos próximos seis meses seja boa. Mas registou-se um decréscimo, de dois pontos, quanto ao optimismo dos portugueses relativamente ao futuro da economia em Portugal.

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