Desde as constantes actualizações no LinkedIn de ex-colegas a progredir na carreira, aos amigos que conseguem empregos de sonho, muitos profissionais sentem-se “a ficar para trás” profissionalmente. Segundo a Fast Company, esse sentimento tem um nome: dismorfia profissional.
A dismorfia profissional é uma desconexão entre as realizações profissionais de alguém e a sua percepção do seu valor.
Alguns sinais clássicos: esquiva-se de arriscar uma promoção porque não se sente preparado, mesmo que todos digam que é mais do que capaz. Continua a acumular certificações e diplomas, não por ambição, mas por um medo persistente de nunca ser «o suficiente». Ou talvez participe em reuniões com ideias na cabeça, mas hesita em manifestar-se.
O tema, que ganhou força nos últimos meses, em publicações do LinkedIn, em vídeos do YouTube, sites de notícias e publicações para jovens, descreve não só um momento singular de insegurança do profissional, mas uma perspectiva que define a visão de toda a sua carreira. Numa Era em que o sucesso inunda actualizações do LinkedIn é natural que alguns se sintam inadequados.
De acordo com um inquérito da Gallup de 2025, apenas 30% dos colaboradores nos EUA sentem que alguém no trabalho incentiva o seu desenvolvimento, uma queda em relação aos 36% de Março de 2020.
Seja causada por um sentimento inato de inadequação ou por pressões externas e desigualdades sociais, a dismorfia profissional pode impedir os trabalhadores de atingirem o seu verdadeiro potencial.
Superar temas de autoconfiança — no local de trabalho ou noutros locais — leva sempre tempo, por isso comece por estabelecer limites nas redes sociais, nomear e processar os seus sentimentos ou passar tempo com pessoas que o admiram e encorajam.














