Já ouviu falar em “mini-reformas”? Conheça a tendência crescente entre os jovens

Em vez de esperar décadas pela reforma, as gerações mais novas estão a fazer pausas estratégicas ao longo da vida profissional, reporta a Forbes Brasil.

Human Resources
12 de Junho 2026 | 10:40

Ali Rosli tem andado a poupar para o futuro, mas não quer esperar décadas para colher os benefícios da reforma. Nos últimos sete anos, o gestor financeiro de 33 anos tirou duas “mini-reformas”, a primeira em 2019, por dois meses, e a segunda em Novembro de 2025, por quatro meses.

A primeira pausa ocorreu após uma rotina exaustiva como gestor assistente de auditoria na Malásia, que incluía semanas de 80 horas de trabalho e culminou num quadro crónico de burnout. «Enquanto descansava e reflectia sobre a minha trajectória profissional, pensei, por que não fazer uma viagem de dois meses?», recorda.

Na altura, Rosli ganhava pouco mais de 16 mil euros por ano, poupando e investindo entre 20% a 40% do seu rendimento. Usou essas economias para financiar uma viagem por terra de Pequim à Europa, passando pela Rússia, uma experiência que definiu como “a viagem da sua vida”. Ao regressar, acabou por conquistar um cargo de gestor sénior numa empresa financeira em Londres, multiplicando o seu salário quase seis vezes, para cerca de 98 mil euros anuais.

Após algumas tentativas de mudar para uma nova função, Rosli decidiu fazer outra pausa, desta vez voltando para a Malásia por quatro meses. Durante esse período, garantiu projectos financeiros remotos através da sua rede de contactos. Hoje, de volta a Londres, actua como consultor financeiro independente e cria conteúdos sobre carreira e património nas redes sociais.

Para ele, essas pausas intencionais não atrapalharam a sua carreira; pelo contrário, impulsionaram-na. Para o futuro, Rosli planeia repetir a dose a cada quatro ou cinco anos.

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Um relatório recente de qualidade de vida do HSBC revelou que a Geração Z e os Millennials lideram uma mudança de comportamento entre investidores de rendimentos elevados (com pelo menos 100 mil dólares em activos) e estão a deixar de tratar a reforma como um momento único no final da vida profissional, passando a encará-la como uma série de pausas planeadas.

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