Já ouviu falar em minimalismo nas empresas? Pode significar mais produtividade e melhores resultados

Fala-se muito de produtividade, eficiência e desempenho nas empresas. Mas, e se o problema não for falta de esforço, mas excesso de tudo o resto? Reuniões que não terminam com decisões, ferramentas digitais que se multiplicam sem simplificar, processos que existem porque sempre existiram… e equipas cada vez mais ocupadas, mas cada vez menos focadas.

Margarida Lopes
19 de Junho 2026 | 11:50
Já ouviu falar em minimalismo nas empresas? Pode significar mais produtividade e melhores resultados

Segundo Cláudia Ganhão, especialista em Organização Pessoal Minimalista, o caminho para empresas mais eficazes e produtivas, passa por um princípio que contraria o senso comum: antes de fazer mais, é preciso perceber o que pode ser eliminado, o chamado “minimalismo” nas empresas.

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O custo invisível do excesso organizacional
Nas últimas décadas, as empresas acumularam ferramentas de gestão, plataformas de comunicação, metodologias, dashboards e reuniões. O resultado, muitas vezes, não foi mais clareza, mas mais ruído.

«O que observo nas organizações é muito semelhante ao que observo nas pessoas: quando há excesso, a capacidade de decidir diminui. As equipas ficam ocupadas a gerir o sistema, em vez de a trabalhar com foco. E isso tem um custo real, não só em produtividade, mas em energia, motivação e bem-estar», refere Cláudia Ganhão.

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Estudos sobre sobrecarga cognitiva em contexto profissional indicam que, trabalhadores que gerem múltiplas ferramentas e interrupções frequentes, perdem até 40% do tempo produtivo, só a mudar de contexto. O chamado “custo de troca” é silencioso, mas acumula-se todos os dias.

 

O que é o minimalismo nas empresas?
Cláudia Ganhão explica que o minimalismo empresarial não é uma estética: «Não é sobre escritórios brancos e mesas vazias. É uma abordagem estratégica que defende a redução intencional do excesso, de processos, de ferramentas, de reuniões, de hierarquias e de decisões desnecessárias, para criar espaço para o que realmente gera resultado.»

 

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Na prática, aplicar princípios minimalistas numa organização significa:

 

. Questionar cada reunião

É mesmo necessária? Quem precisa de estar presente? Qual a decisão que vai sair daqui?

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. Auditar ferramentas e plataformas

Quantas estão a ser usadas, quantas estão a criar duplicação e ruído?

 

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. Definir prioridades reais

Em vez de listas intermináveis, escolher o que tem impacto verdadeiro.

 

. Simplificar processos

Eliminar passos que existem por hábito e não por necessidade.

 

. Proteger o foco das equipas

Criar espaço para trabalho profundo, sem interrupções constantes.

 

«A mudança não precisa ser radical. Basta começar por uma reunião eliminada, um processo simplificado, uma ferramenta descontinuada. O minimalismo nas empresas, como na vida pessoal, começa sempre com uma escolha consciente», conclui Cláudia Ganhão.

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