Já ouviu falar em rust out? É um tipo de burnout que tem uma causa específica

“Rust out”, ou “enferrujamento” em português, é um tipo de burnout que surge por não utilizar as suas capacidades e talentos únicos no trabalho, pela falta de oportunidades de aprendizagem e, por fim, pelo medo das tarefas repetitivas que minam a sua criatividade, revela a Fast Company.

Human Resources
30 de Março 2026 | 10:10
Já ouviu falar em rust out? É um tipo de burnout que tem uma causa específica

Isto não só prejudica a paz e a saúde mental dos colaboradores, como também os empregadores. De acordo com o Engagement Report de 2025 da Gallup, a percentagem global de colaboradores “envolvidos” era de 21% em 2024. A situação é ainda pior na liderança. Para os gestores jovens (com menos de 35 anos), o engagement desceu 5%, e o no caso das gestoras diminuiu 7%.

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Acha que pode estar a passar por um processo de “rust out”? Veja o que fazer:

Observe e analise a sua energia
Um dos maiores factores que contribuem para o “rust out” é gastar energia em actividades que não estão alinhadas com talentos e capacidades únicas. Considere a actividade laboral enquadrada numa de três categorias. As actividades sugadoras de energia aparentam exigir um esforço heróico, mesmo que a tarefa não seja difícil. As estagnadoras de energia são complicadas porque colocam a sua energia em ponto morto. Não se sente esgotado ao fazê-las, mas também não despertam a sua energia. Os projectos que geram picos de energia são os ideais, e trazem um paradoxo: são desafiantes, mas provocam sensações positivas e libertam o melhor de cada profissional. Ao realizar esta observação e análise, avalie qual a percentagem do seu tempo gasta em projectos que sugam, paralisam e geram picos de energia.

Descarte, delegue ou externalize
Depois de realizar a sua “auditoria energética”, o próximo passo é perguntar-se: “O que posso descartar, delegar ou externalizar?”. Deve descartar as coisas que mais lhe drenam energia. Provavelmente são tarefas ou projectos aos quais disse sim há meses ou anos e que continua a fazer porque está em piloto automático. Se não quer ou não precisa de estar presente, e isso não está alinhado com os seus valores e prioridades, pode ser altura de descartar. Se não consegue descartar, consegue delegar? E, por fim, se não pode descartar ou delegar, pode externalizar?

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Defenda os seus talentos
Depois de ter noção dos seus pontos fortes, cabe-lhe comunicar claramente à chefia e aos colegas quais os seus talentos mais fortes e que tipo de trabalho gostaria de assumir. Os líderes não conseguem ler mentes, por isso, quanto mais comunicar o trabalho que valoriza e lhes pedir que pensem em si quando surgirem oportunidades, maior será a probabilidade de partilharem o seu nome quando não está presente. Isto pode não acontecer de um dia para o outro, mas, com conversas consistentes, pode funcionar.

Decida se é necessária uma mudança de carreira
Por vezes, toda esta reflexão e autoconsciência podem levar a um lugar inesperado: questionar se está na carreira certa e se é necessária uma mudança para superar o “rust out”. Existem algumas perguntas que pode fazer para o ajudar a determinar se está na altura de ficar ou sair, tais como:

  • Esta organização está alinhada com os meus valores?
  • Concordo com a forma como a liderança toma decisões?
  • Como tenho defendido as mudanças que desejo?
  • Estabeleci e comuniquei os limites necessários para a forma como gasto o meu tempo e energia?

Se determinar que não existe alinhamento de valores e não foram feitas alterações, apesar da sua defesa, talvez seja altura de procurar noutro lugar.

 

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Os resultados da superação do “rust out” podem aumentar a paz, o potencial, os salários e os lucros de um colaborador — e do seu empregador — através de uma maior produtividade, bem-estar e envolvimento.

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