O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, criou o cargo de Ministro da Solidão, para revitalizar as economias regionais, elevar os índices de natalidade, mas principalmente, tentar reduzir as altas taxas de suicídio do país, de acordo com o The Japan Times.
Tetsushi Sakamoto vai assumir o cargo e vai lidar com uma questão que, após 11 anos, volta a preocupar o Japão. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Polícia, 20.919 pessoas cometeram suicídio no país em 2020, 750 a mais do que no anterior. Sendo este valor superior ao número de pessoas que morreram vítimas da COVID-19 (8 mil).
Segundo a publicação, o primeiro-ministro expressou ao novo ministro sua preocupação especial com as mulheres, uma vez que em Outubro de 2020, suicidaram-se 851 mulheres. Enquanto que, um ano antes, este valor se situava nos 466, o que representa um aumento de 83%.
No Japão, as taxas de suicídio elevadas não são um problema novo, dado que durante muito tempo foi o país desenvolvido com maior taxa de suicídio.
Em Setembro do ano passado, uma actriz muito popular, Yuko Takeuchi, foi encontrada morta em sua casa e há quem pense que a cobertura noticiosa de suicídios de celebridades como Takeuchi pode, ela própria, conduzir a um aumento do número de suicídios. Yasuyuki Shimizu, uma antiga jornalista que agora se dedica ao problema, considera mesmo que, através das estatísticas, é possível confirmar o efeito nos dez dias seguintes.














