Joana Pita Negrão, People & Culture, Dils: A Era do RH estratégico

No seu comentário à LXV edição do Barómetro Human Resources, Joana Pita Negrão, People & Culture director da Dils, destaca que «num contexto marcado pela escassez de talento, pela necessidade de maior produtividade e pela aceleração da transformação digital, uma conclusão parece incontornável: a estratégia das organizações começa, cada vez mais, nas pessoas».

Margarida Lopes
15 de Julho 2026 | 13:20
Joana Pita Negrão, People & Culture, Dils: A Era do RH estratégico

«As respostas ao 65.ª Barómetro Human Resources confirmam uma transformação que já se tem vindo a verificar nas organizações: a área da Gestão de Pessoas deixou se ser vista como uma função de suporte para assumir um papel claramente estratégico. Os números falam por si: actualmente, 74% dos CEO portugueses reconhecem os Recursos Humanos (RH) como um parceiro estratégico essencial para o negócio. Esta mudança de paradigma traduz uma compreensão crescente de que o desempenho organizacional depende cada vez mais da capacidade de atrair, desenvolver e reter talento, bem como de construir culturas fortes e alinhadas com os objectivos da(s) empresa(s).

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Verificamos também que as prioridades identificadas pela liderança reflectem precisamente esta realidade. A atracção e retenção de talento surge como a principal preocupação para 68% das organizações, enquanto 45% destacam o fortalecimento da cultura organizacional como um factor determinante para a sustentabilidade do negócio. Não se trata apenas de responder às necessidades actuais das equipas, mas de criar ambientes capazes de impulsionar inovação, compromisso e produtividade.

Não esqueçamos que o futuro da Gestão de Pessoas será também definido pela capacidade de resposta à transformação tecnológica. A crescente integração da inteligência artificial nas organizações, acompanhada por novas exigências legais e regulatórias, coloca desafios inéditos às empresas. Apesar da relevância do tema, 55% das organizações admitem estar apenas “parcialmente preparadas” para enfrentar este novo enquadramento, enquanto 23% se consideram “pouco preparadas”. Este dado revela uma oportunidade clara para os RH reforçarem o seu papel estratégico.

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Num contexto marcado pela escassez de talento, pela necessidade de maior produtividade e pela aceleração da transformação digital, uma conclusão parece incontornável: a estratégia das organizações começa, cada vez mais, nas pessoas.»

 

Este testemunho foi publicado na edição de Junho (nº. 186) da Human Resources, no âmbito do seu LXV Barómetro.

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