Job hopping: saber responder ao desafio

Opinião de Ana Cardoso, Recursos Humanos das Farmácias Holon 

Human Resources
7 de Julho 2026 | 11:00

Por Ana Cardoso, Recursos Humanos das Farmácias Holon 

 

Quiet quitting, wellbeing ou job hopping. Conhece os conceitos? Estes novos modelos de compromisso na relação com a empresa estão a alterar o paradigma do recrutamento e da fidelização dos colaboradores. Falar em job hopping é sinónimo de profissionais que, por iniciativa, mudam de empresa com bastante frequência. Alguns estudos caracterizam esta geração de colaboradores, tendencialmente, entre os 20 e os 34 anos, muito ligados ao digital, que valorizam a experiência, os constantes desafios, o que explica a razão de os “objectivos” serem o seu motor de superação.

Sabemos que a vontade de mudar não está apenas relacionada com a remuneração, mas também com o sentimento de liberdade, o não estar preso a uma empresa e o desejo de reforçar os seus conhecimentos e competências. Se as empresas estiverem atentas a estas tendências e adoptarem as estratégias certas para responder a estes desafios, reforçam a sua capacidade de retenção e, no fim, de satisfação de todos os seus trabalhadores. Percebemos que nem sempre é fácil compreender e acompanhar as mudanças, no entanto é importante perceber como beneficiar com estes novos perfis de colaboradores. Mas, antes de mais, é importante lembrar que nem todos assumem este comportamento, pelo que as estratégias adoptadas acabam por ser benéficas para todos.

Voltando um pouco atrás, perante este cenário, é compreensível que as organizações se sintam apreensivas na contratação de profissionais que, à partida, e ao final de pouco tempo, procurem novas oportunidades. Todos sabemos o tempo e o investimento que existe no recrutamento e na integração de novos colaboradores. Mas há vantagens em arriscar! Por exemplo, sabemos que estes profissionais apresentam elevados índices de produtividade, com um alto nível de ambição e gostam de crescer rapidamente no trabalho. Outra vantagem é a sua fácil integração em novos contextos profissionais e a capacidade de adaptação às mudanças, visto que a experiência adquirida noutras organizações lhes permite integrarem-se sem grandes dificuldades.

Continue a ler após a publicidade

Nas Farmácias Holon, para conseguirmos superar este desafio, apostamos na formação contínua, através de uma plataforma e-learning à qual acresce um plano anual de formação diferenciador e adaptado à realidade da farmácia e que aporta o desenvolvimento técnico e comportamental. Quem disse que, numa farmácia, as tarefas são rotineiras e pouco desafiantes? A par da formação, promovemos o incentivo à atribuição de responsabilidades individuais que permite aos colaboradores assumirem tarefas em áreas de especialização, enquanto são desafiados a melhorar processos. Na verdade, conseguir transmitir uma cultura organizacional forte é também fundamental na retenção.

Ainda assim, estamos cientes que há profissionais que irão, frequentemente, procurar outros projectos. O turnover sempre fez parte de qualquer organização, por isso, e mais do que nunca, é essencial estarmos preparados para estas mudanças, cada vez mais regulares. No fim, é acreditar no processo e confiar que cada passo é dado no caminho do sucesso.

Partilhar


Mais Notícias