José Miguel Leonardo, CEO Randstad: O dia depois de amanhã

Human Resources
30 de Abril 2021 | 12:30

José Miguel Leonardo, CEO da Randstad Portugal, acredita que a resposta se depois de amanhã vamos ter um modelo presencial, remoto ou híbrido é na verdade a mais simples, porque é apenas um pressuposto. O desafio está no processo de transformação, garantindo produtividade, engagement e cultura, um processo complexo e que implica mudança, e por isso é fundamental que seja feita esta gestão.»

 

«Para encontrar o modelo no dia depois de amanhã, quando já não existirem restrições sanitárias, criámos uma comissão interna, o FWOW – Future Way of Work, que é constituída pelos nossos directores da área de Recursos Humanos, Marketing, Tecnologias de Informação (TI) e área Financeira. Esta equipa de quatro pessoas começou por fazer o levantamento dos vários modelos de trabalho existentes e quais as práticas das empresas, reconhecendo as vantagens e as desvantagens de cada um, e de como estes se ligam às culturas empresariais, à produtividade, às tipologias de funções e à satisfação dos colaboradores. Em paralelo foram sendo feitos questionários aos colaboradores para conhecer a sua experiência durante este período e as suas expectativas para o futuro. Para isso, temos também a nossa solução “Randstad in touch”, que mede o engagement.

Esta fase levou a que a equipa encontrasse pressupostos para o depois de amanhã e daí construísse as implicações da transformação, reconhecendo vantagens, desvantagens, “quick wins” e bloqueios. Em paralelo com este desenho, a equipa FWOW já entrevistou os vários líderes da empresa para conhecer expectativas e visões. Deste trabalho vai sair um modelo, que é na verdade um modelo vivo e de transformação contínua, por todas as interdependências que uma transformação da forma de trabalhar implica.

A resposta se depois de amanhã vamos ter um modelo presencial, remoto ou híbrido é na verdade a mais simples, porque é apenas um pressuposto. O desafio está no processo de transformação, garantindo produtividade, engagement e cultura, um processo complexo e que implica mudança, e por isso é fundamental que seja feita esta gestão.

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De qualquer forma, acreditamos que esta experiência de remoto tem vantagens, e mesmo antes da pandemia já tínhamos um modelo em que era possível trabalhar de forma remota uma vez por semana, com marcação prévia (WFA – Work From Anywhere), por isso estou certo de que manteremos o modelo híbrido, eventualmente mais híbrido do que no antes da pandemia. Mas ainda é cedo para dizer exactamente como vai ser a forma de trabalhar na Randstad.»

 

Este artigo faz parte do tema de capa da edição de Abril (124) da Human Resources.

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