Jovens são as principais vítimas da pandemia no mercado laboral

Human Resources com Lusa
19 de Julho 2021 | 10:40
Jovens são as principais vítimas da pandemia no mercado laboral

Os jovens são as principais vítimas no mercado de trabalho durante o período da pandemia do novo coronavírus, apurou um estudo do Observatório das Desigualdades, do Centro de Estudos e Investigação em Sociologia (CIES).

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O estudo “Desemprego e Precariedade Laboral na População Jovem: Tendências Recentes em Portugal e na Europa” é assinado por Inês Tavares, Ana Filipa Cândido e Renato Miguel do Carmo.

Estes investigadores do CIES, estrutura do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, apontaram que «em 2020, na Europa e em Portugal, verificou-se um aumento do desemprego jovem, relativamente a 2019, mais 1,7 pontos percentuais (pp) e 4,3 pp, respectivamente». Sobre Portugal, detalharam que a taxa de desemprego para os jovens com menos de 25 anos era de 22,6%, mais 5,8 pp que a média da União Europeia e 15,7 pp que a nacional.

Mas este aumento também se verificou em termos absolutos, algo que não se passava desde 2013 em relação ao grupo com menos de 25 anos e desde 2012 no grupo etário 25-34 anos.

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Em suma, o desemprego jovem aumentou, e aumentou acima do que se verificou nos outros grupos etários, o que se traduziu no agravamento do seu peso relativo, tendência que, aliás, já se verificava desde 2018.

Para mais, «em 2020 constata-se uma inversão da tendência de decréscimo do desemprego», que se verificava nos últimos anos, apontaram.

Da mesma forma, a percentagem de jovens que não estuda nem trabalha, que estava em queda desde 2013, inverteu a tendência e aumentou em 2020.

Por outro lado, o grupo entre os 15 e os 24 anos foi o mais afectado no trabalho temporário, com a maior parte dos Estados membros da UE a registar uma diminuição da proporção de jovens nesta situação, em 2019 e 2020. Em Portugal, a baixa foi de 10 pp, para 56%. Só Espanha (69%) e Itália (59%) tinham números superiores.

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Mas esta redução percentual de jovens com contratos a prazo relaciona-se com o aumento do desemprego, apontaram os investigadores.

O grupo 15-24 anos é aquele que tem uma incidência do trabalho a tempo parcial mais elevada, quando comparado com os outros, com cerca de 20%.

Inês Tavares, Ana Filipa Cândido e Renato Miguel do Carmo realçaram ainda que «os jovens que se encontram nestas situações (trabalho a tempo parcial) involuntariamente aumentaram», em termos percentuais.

Salientaram ainda que «Portugal é o quinto país com os maiores níveis de trabalho temporário involuntário entre os jovens e o sétimo com mais jovens a trabalhar em part-time por falta de alternativas».

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Por fim, os investigadores do CIES destacaram que, nos países da UE, «tendencialmente, as mulheres jovens têm proporcionalmente mais contratos temporários e trabalham mais em part-time que os homens».

O estudo foi disponibilizado no sítio do Observatório das Desigualdades.

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