No âmbito do Mês do Orgulho (Pride), a Hays procurou perceber até que ponto os profissionais conhecem as iniciativas de inclusão dirigidas à comunidade LGBTIQ+ implementadas pelas empresas e quais os factores que consideram essenciais para que esse compromisso seja credível.
Os resultados de uma poll realizada pela Hays Portugal no LinkedIn revelam que 63% dos participantes desconhece ou não sabe se a empresa onde trabalha dispõe de medidas específicas de não discriminação dirigidas à comunidade LGBTIQ+. Apenas 35% afirmam conhecer a existência dessas iniciativas.
Em concreto:
- 35% afirmam que a empresa dispõe de medidas de apoio;
- 16% não têm a certeza;
- 19% dizem não ter conhecimento dessas medidas;
- 28% consideram que a empresa não dispõe de qualquer iniciativa deste tipo.
(Base: 42 respostas.)
Os resultados demonstram que muitas organizações poderão já estar a investir em políticas de diversidade e inclusão, mas essas iniciativas nem sempre são conhecidas pelos colaboradores.
Enquanto signatária da Carta Portuguesa para a Diversidade, a Hays acredita que promover ambientes de trabalho inclusivos exige um compromisso contínuo, traduzido em comportamentos, decisões e práticas consistentes ao longo de todo o ano.
Para Paula Baptista, Managing director da Hays Portugal, «a diversidade e a inclusão deixaram de ser apenas um tema de responsabilidade social para assumirem um papel estratégico na gestão de pessoas. As organizações que conseguem transformar estes princípios em práticas concretas criam ambientes mais inovadores, reforçam o compromisso das equipas e tornam-se mais atrativas para o talento. No entanto, para que esse compromisso seja reconhecido, é essencial que os colaboradores conheçam as medidas existentes e sintam que fazem parte de uma cultura organizacional genuinamente inclusiva.»
Para além do conhecimento das medidas existentes, a Hays procurou perceber quais os factores que tornam credível o compromisso de uma empresa com a inclusão da comunidade LGBTIQ+. Os resultados mostram que os profissionais valorizam sobretudo a coerência entre aquilo que as organizações comunicam e aquilo que efectivamente fazem.
Quando questionados sobre o que torna credível uma política de inclusão, os participantes responderam:
- 34% — Consistência entre discurso e ação;
- 34% — Igualdade de oportunidades;
- 19% — Cultura inclusiva no dia a dia;
- 11% — Comportamento da liderança.
(Base: 26 respostas.)
Os dados revelam que os profissionais esperam ver a inclusão reflectida nas decisões, nos processos de gestão e na cultura organizacional, e não apenas em campanhas de comunicação ou iniciativas pontuais.














