As empresas tecnológicas e as startups têm sido o epicentro da inovação e do crescimento na última década. No entanto, a situação actual tem gerado incerteza e medo no mercado de trabalho, especialmente devido às intermináveis demissões em massa do sector. A pensar nisto, a consultoria de recrutamento, Robert Walters, explica o que os líderes devem fazer se tiverem de demitir em massa.
Na maioria dos casos, a principal razão por trás dos cortes é a redução de custos, uma vez que muitas empresas de tecnologia ofereciam salários atraentes, horários flexíveis e benefícios que lhes permitiram atrair e reter talentos. No entanto, muitos deles tiveram de cortar custos, o que levou à eliminação de alguns destes bónus.
Embora seja difícil para qualquer empresa enfrentar a necessidade de fazer cortes de pessoal, é fundamental que as organizações adoptem uma abordagem transparente e humana para lidar com a situação.
«Em primeiro lugar, é crucial que os líderes comuniquem claramente os seus planos e objectivos aos colaboradores afectados, e que prestem aconselhamento jurídico para garantir que os direitos dos colaboradores e da organização são respeitados», comenta François-Pierre Puech, Country director da Robert Walters Portugal.
Da mesma forma, é importante que as empresas cuidem da sua reputação e credibilidade no mercado. Por isso, as decisões que tomarem neste momento podem ter um impacto significativo na percepção que os colaboradores, antigos colaboradores e o público em geral têm da empresa.
Embora possa ser tentador cortar custos tanto quanto possível, é preciso ter cuidado para não comprometer os valores da empresa e manter o compromisso com a equidade.
Por fim, é importante que as empresas se concentrem em apoiar a equipa que permanece após uma demissão em massa. É provável que se sintam desmotivados, por isso é importante que os líderes sejam claros e transparentes sobre a sua situação, prestem apoio, bem como recursos para os ajudar a enfrentar possíveis desafios.














