Lisboa é a 83.ª cidade mais cara para expatriados. Subiu 23 lugares face ao ano passado

Margarida Lopes
22 de Junho 2021 | 05:00

O Ranking do Custo de Vida da Mercer de 2021 encontrou em Ashgabat a cidade mais cara para trabalhadores internacionais, empurrando Hong Kong para o segundo lugar. Beirute ficou em terceiro lugar, subindo 42 posições no ranking face ao ano passado. Em Portugal, o destaque vai para Lisboa, a única cidade portuguesa a entrar nos 209 lugares do ranking, apesar do Porto ter sido também avaliado.

 

Face ao ano passado, Lisboa subiu 23 lugares, estando assim em 2021 na 83º posição. Analisando das cidades onde o campeonato Europeu de futebol está agora a decorrer, Lisboa situa-se acima de, por exemplo, Baku (172) no Azerbeijão e de Budapeste (162) na Hungria. Já mais caras do que a capital portuguesa, são por exemplo, Londres (18), Amesterdão (44) e Roma (47).

Já Tóquio e Zurique caíram um lugar cada, da terceira e quarta posições, respectivamente, para quarta e quinta posições, e Xangai ficou em sexto lugar, subindo um, em comparação com o ano passado. Singapura passou do quinto para o sétimo lugar.

Outras cidades que aparecem no top 10 da Mercer, daquelas que são as cidades mais dispendiosas para colaboradores internacionais, são Genebra (8), Pequim (9) e Berna (10).

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O Ranking do Custo de Vida mostra ainda que o fortalecimento da moeda local resultou na subida de várias cidades europeias no ranking, com Paris a chegar à 33ª posição. A moeda local no Reino Unido mantém-se forte, com Londres (18) e Birmingham (121), a subirem um e oito lugares, respectivamente.

As cidades mais baratas do mundo para trabalhadores estrangeiros, de acordo com a pesquisa da Mercer são Tbilisi (207), Lusaka (208) e Bishkek, classificada como a cidade menos dispendiosa, em 209º lugar.

As cidades dos EUA caíram no ranking deste ano, principalmente devido às flutuações monetárias entre Março de 2020 e março de 2021, apesar do aumento da inflação dos bens e serviços no país. Nova Iorque (14) foi a cidade mais cara dos Estados Unidos, embora tenha caído oito posições desde o ano passado, seguida por Los Angeles (20), São Francisco (25), Honolulu (43) e Chicago (45).

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Winston Salem (151) continua a ser a cidade americana inquirida, menos dispendiosa para trabalhadores internacionais. San Juan (89) caiu 23 posições devido à deflação na segunda metade de 2020 e a uma inflação muito baixa no início de 2021, afetando assim a sua posição no ranking.

Já  Vancouver (93) é a cidade canadiana mais cara, seguida de Toronto (98) e Montreal (129). Em 156º lugar do ranking está Ottawa, sendo a cidade mais barata do Canadá.

Na América do Sul, Port of Spain (91) foi classificada como a cidade mais cara, seguida por Port-au-Prince (92) e Pointe-à-Pitre (107). Brasília (205) é a cidade menos cara da América do Sul.

O ranking indica ainda que  Beirute é a cidade mais cara do Médio Oriente para os trabalhadores internacionais, saltando 42 posições, para número três do ranking global. N’Djamena (13), Lagos (19) e Libreville (20) são as primeiras, segundas e terceiras cidades mais caras de África para funcionários internacionais. Lusaka classificada em 208º lugar é a cidade menos dispendiosa do continente africano.

Mais de metade das 10 cidades mais caras estão localizadas na Ásia. Ashgabat subiu uma posição no ranking deste ano, tornando-se a cidade mais cara para trabalhadores internacionais, tanto na Ásia como a nível global. Hong Kong (2), Tóquio (4), Xangai (6), Singapura (7) e Pequim (9) seguiram o exemplo. Mumbai (78) é a cidade mais cara da Índia, mas caiu 18 lugares este ano devido à rupia indiana estar relativamente fraca, em comparação com outras cidades do ranking.

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As cidades australianas subiram na lista de 2021 com a moeda local a ganhar significativamente valor contra o dólar americano. Sydney (31), a cidade mais cara da Austrália para funcionários internacionais, registou uma subida de 35 lugares, seguida de Melbourne (59) com uma subida de 40 lugares.

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