Lisboa eleita um dos “21 Lugares do Futuro” do mundo. E também “lugar para o trabalho do futuro”

Margarida Lopes
24 de Março 2021 | 07:00

Lisboa foi escolhida entre mais de 150 cidades de todo mundo como um dos 21 lugares do futuro, de acordo com  estudo realizado pela empresa norte americana Cognizant.

 

A capital portuguesa, que é uma das três únicas cidades europeias que integram a lista final, foi seleccionada após uma avaliação segundo um amplo conjunto de parâmetros, tendo sido considerada como uma cidade sofisticada, que se destaca por:

  • Possuir um governo/administração local estável;
  • Pela qualidade das suas universidades;
  • Pelo acesso ao capital privado;
  • Pelas suas excelentes infraestruturas;
  • Por ser uma cidade sustentável ou “verde”;
  • Por ser um lugar onde é fácil trabalhar;
  • Pela vasta oferta cultural e de entretenimento que disponibiliza;
  • Pela segurança;
  • Por oferecer um bom nível/custo de vida;
  • E por ser um grande pool de talentos.

 

A capital portuguesa também é reconhecida pelo estudo como sendo um “lugar para o trabalho do futuro”, já que nela se identificaram a utilização intensiva da automatização, dos algoritmos e da inteligência artificial , as novas tecnologias que se repercutem nas nossas vidas profissionais e pessoais, e de onde emergirão os novos empregos do amanhã.

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«Os lugares do futuro estimulam o trabalho do futuro. Depois da pandemia COVID-19, a Cognizant percebeu que as pessoas estão a tentar reconstruir-se. Identificámos Lisboa como um foco de inovação global e de novas ideias, que certamente irão criar e impulsionar o futuro do trabalho. A quarta revolução industrial e a pandemia estão a transformar a economia à escala global e são necessários novos talentos, novas competências e novas atitudes. Sou um apaixonado por Lisboa, porque acho que é uma cidade que conseguiu algo muito difícil: ser desejada e admirada em todo o mundo. Lisboa conseguiu transformar-se num hub de empreendedorismo sem precedentes. Na Cognizant já estamos a trabalhar para identificarmos mais talentos nesta cidade e para nos tornarmos numa empresa fortemente valorizada pelos seus cidadãos», afirma Manuel Ávalos, director-geral para o Sul da Europa, Cognizant.

Lisboa surge posicionada neste estudo ao lado de cidades como Tel Aviv (Israel), São Paulo (Brasil), Wellington (Nova Zelândia), Dundee (Escócia), Toronto (Canadá), Atlanta, Sacramento e Portland (EUA), Kochi (Índia), Songdo (Coreia do Sul), Tallinn (Estónia), Shenzhen e Haidian, Qu-Pequim (China), Nairobi (Quénia), Lagos (Nigéria) e Da Nang (Vietname).

Além das dezassete cidades, a lista final deste estudo integra também quatro lugares que são designados como “omnisphere” por não terem nenhuma localização física específica, e que são: Remotopia, Virtual Space, Outer Space e Nova Hanseatica.

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Todos assentam numa tecnologia ou num conceito chave, porque o objectivo do estudo é identificar exactamente onde é que estas tendências ocorrem. A saber:

  • Cybersecurity: Tel Aviv “Silicon Wadi” (Israel)
  • Digital Engineering: Tallinn (Estonia), Shenzhen, Haidian e Qu-Beijing (China)
  • Fintech: Nairobi (Kenya), São Paulo (Brazil)
  • Digital creatives/Digital twins: Wellington (Nova Zelândia)
  • E-sports: Dundee (Escócia), Toronto (Canadá)
  • Workforce Diversity: Atlanta (EUA)
  • Digital Transplants: Sacramento and Portland (EUA), Lisbon (Portugal), Lagos (Nigéria)
  • Green-tech & Sustainability: Kochi (Índia), Songdo (Coreia do Sul)
  • Shipping & Logistics: Da Nang (Vietname)
  • Virtual Workplace: Remotopia & Virtual Space
  • Outer Space & Nova Hanseatica

 

 

Para identificar os principais 21 lugares, utilizando a metáfora de um átomo, a Cognizant procedeu à análise dos “núcleos” e dos “eletrões” de cada lugar, criando um “átomo de sucesso” para cada uma das cidades/lugares que surgem no estudo.

No centro encontram-se três elementos bem definidos e que são considerados essenciais para o sucesso de cada uma das cidades: governo local, qualidade das escolas e universidades e acesso ao capital privado. No entanto, cada núcleo precisa de electrões à sua volta.

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No estudo, os eletrões são constituídos por oito componentes: infraestrutura física, ambiente (sustentabilidade), estilo de vida (diversidade e inclusão), cultura e entretenimento, “tijolos” (arquitectura), “clicks” (infraestrutura digital), grupos de talento e acessibilidade. A esta informação foram adicionados dados provenientes de fontes como o World Economic Forum, o Projecto De Justiça Global e o ESI ThoughtLab.

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