Lisboa lidera insolvências em Portugal com crescimento de 14%

Em Julho de 2026, as insolvências declaradas em Portugal aumentaram 58% face ao ano anterior, totalizando 163 casos. No mesmo mês, a constituição de novas empresas recuou 21%, com 3.695 novas sociedades criadas, revela a Iberinform Crédito y Caución.

Tânia Reis
13 de Agosto 2026 | 13:30
Lisboa lidera insolvências em Portugal com crescimento de 14%

Em Julho de 2026, foram declaradas insolventes 163 empresas em Portugal, um aumento de 58% em relação ao mesmo mês de 2025, o que corresponde a mais 60 insolvências.

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No acumulado dos primeiros sete meses do ano, as acções de insolvência apresentaram um crescimento de 5,5% face ao período homólogo, impulsionado pelo aumento de 2,8% das declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas e de 8,2% das insolvências requeridas por terceiros.

Distribuição geográfica e sectores

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Os distritos de Lisboa (256), Porto (221) e Braga (138) concentram o maior número de insolvências declaradas. Lisboa registou um crescimento homólogo de 14%, enquanto Porto e Braga apresentaram reduções, de 14% e 4,2%, respectivamente.

Os maiores aumentos relativos nas insolvências declaradas ocorreram em Madeira (+117%), Beja (+100%), Vila Real (+100%), Viana do Castelo (+70%), Angra do Heroísmo (+50%), Portalegre (+50%) e Ponta Delgada (+33%).

Ao nível sectorial, os maiores aumentos verificaram-se nas Telecomunicações (+50%), Hotelaria e Restauração (+29%) e Outros Serviços (+17%).

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Processos de insolvência encerrados

Os processos de insolvência encerrados também aumentaram, com um crescimento homólogo de 2,4% em Julho. No acumulado do ano, o número de processos encerrados cresceu 18%, reflectindo um aumento de 69% nos encerramentos com plano de insolvência e de 13% nas restantes acções encerradas.

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Os distritos do Porto (352), Lisboa (349) e Braga (174) lideram o número de processos encerrados, com crescimentos homólogos de 17%, 11% e 8,8%, respectivamente.

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Os sectores com maior aumento de processos encerrados foram os Transportes (+46%), Comércio por Grosso (+43%), Hotelaria e Restauração (+25%) e Agricultura, Caça e Pesca (+23%).

Redução na criação de novas empresas

Em Julho de 2026, foram constituídas 3.695 novas empresas, menos 999 do que no mesmo mês do ano anterior, o que traduz uma redução homóloga de 21%.

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No acumulado até Julho, Lisboa continua a liderar a criação de empresas, com 10.112 novas constituições, seguida do Porto (5.757) e Setúbal (2.619), embora todos estes distritos apresentem decréscimos face ao período homólogo.

Angra do Heroísmo foi o único distrito a registar um crescimento na constituição de empresas (+19%), enquanto Madeira (-25%), Évora (-24%), Guarda (-19%), Viana do Castelo (-17%) e Bragança (-15%) registaram as maiores quebras.

Por sectores de actividade, apenas a Construção e Obras Públicas apresentou crescimento nas constituições (+5,7%). Em sentido contrário, destacam-se as reduções verificadas nos sectores da Electricidade, Gás e Água (-37%), Agricultura, Caça e Pesca (-31%), Telecomunicações (-25%) e Comércio a Retalho (-17%).

Estes indicadores revelam um contexto de maior pressão sobre o tecido empresarial português, marcado por um aumento das situações de insolvência e por uma menor dinâmica na criação de novas empresas.

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