Lisboa recebeu cimeira sobre captação de talento para o futuro

Titiana Barroso
25 de Janeiro 2018 | 11:12

A aprendizagem ao longo da carreira e a inovação são as únicas soluções para assegurar que os talentos têm a formação necessária para o futuro. Esta foi a conclusão da Merit Summit 2018, que teve lugar em Lisboa, nos dias 17 e 18 de Janeiro. 

 

Foi a segunda edição da Merit Summit, e a primeira vez que se realizou em Lisboa. Cimeira anual que reúne convidados internacionais relevantes da área da Educação e do mundo corporativo, teve este ano como tema “Always-On Learning”.

Nesta cimeira estiveram presentes 283 líderes das áreas de educação executiva e recursos humanos de 22 países, representando cem companhias e 35 escolas de negócios. Contou com a presença de empresas como a IBM, a SAP SE, McKinsey, Bayer, LinkedIn, Virgin Media e KPMG e, do lado das escolas de negócios, da HEC Paris, da IE Business School, a Universidade da Califórina, Berkeley e a Saïd Business School.

Christophe Coutat, CEO do Advent Group, empresa responsável pelo Merit Summit, afirma que cerca de 70% dos empregos correm o risco de desaparecer nos próximos 30 anos e desafiou os presentes a discutir soluções na conferência de dois dias. «As fabricantes de automóveis podem abrir falência, pois não vamos precisar mais de carros, simplesmente encomendando um com a ajuda de software. As companhias de seguro vão ter graves problemas, por causa dos veículos autónomos vão ser 100% mais seguros, com menos acidentes. E, se a Tesla AI pode ler as estradas, a IBM Watson dará conselho jurídico e diagnosticar doenças mais rapidamente, e com mais precisão, do que qualquer humano. O que acontecerá a profissões relacionadas com estas indústrias? Podemos substituir estes empregos?» perguntou.

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Os representantes tanto das empresas como das escolas de negócios concordaram que os negócios deviam adoptar um novo “design” para abordar a formação e a aprendizagem, de acordo com as preferências dos colaboradores e áreas específicas de interesse, em vez de optar pela agenda da organização.

«É crucial que seja entendida uma forma de manter os empregos de hoje relevantes daqui a 50 anos» defendeu Nick van Dam, global chief learning officer da McKinsey & Company. A introdução da profissão de chief disruption officer foi uma das soluções apresentadas, tendo como papel puxar pela inovação para os vários níveis da empresa – indivíduo, equipa, organização.

Outra opinião convergente foi que a inovação deve vir de dentro e de fora da organização. Anna Walker, senior learning & development manager na Nestlé explicou que na multinacional que representa, tentam expor os colaboradores a peritos, empreendedores e freelancers, na sua aprendizagem.

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Durante uma conferência em live stream, o professor e consultor Dave Ulrich sugeriu que o investimento na formação devia ser uma prioridade chave na criação de valor a longo prazo para as empresas, defendendo que as academias corporativas providenciam valor para os colaboradores, mas também para os clientes, investidores, comunidades e parceiros. Dave Ulrich sublinhou ainda que métodos de «aprendizagem activa», em que muitos stakeholders são envolvidos na criação de soluções para problemas complexos, são muito eficientes, pois criam pontes entre educação e negócio.

A Merit Summit 2018 contou com mais de 40 workshops, painéis de discussão, apresentações de case studies e discursos de tópicos que marcam a actualidade, na discussão dos empregos do futuro.

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