Longe da vista, longe do coração. Estes colaboradores têm 35% mais probabilidade de serem demitidos do que os outros

Human Resources
30 de Janeiro 2024 | 10:10
Longe da vista, longe do coração. Estes colaboradores têm 35% mais probabilidade de serem demitidos do que os outros

À medida que as memórias das regras do local de trabalho da pandemia vão desaparecendo, as empresas norte-americanas não estão só a chamar os colaboradores de volta ao escritório, estão a livrar-se daqueles que não o querem fazer, avança o New York Post.

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Novos dados mostram que, em 2023, os trabalhadores 100% remotos tinham 35% mais probabilidade de serem despedidos do que os seus pares que estão no escritório, informou o Wall Street Journal.

Dados da Live Data Technologies descobriram que 10% dos colaboradores remotos foram demitidos no ano passado, em comparação com apenas 7% dos colegas no escritório ou em modo híbrido.

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Os resultados surgem no seguimento do aumento de despedimentos do ano passado e de uma recente vaga de layoff que abrange vários sectores desde os Media (Business Insider, Los Angeles Times e Sports Illustrated por exemplo), a comércio (Ebay), sem esquecer as gigantes tecnológicas (Microsoft, Meta, entre outras).

«Quando um responsável de Recursos Humanos recebe a notícia de que terá que cortar 10% do quadro de pessoal, é mais fácil colocar na lista alguém com quem não tem uma ligação pessoal próxima», afirma Andy Challenger, vice-presidente da empresa de outplacement Challenger, Gray & Christmas, atribuindo a distância emocional à dificuldade de estabelecer ligações virtualmente.

Para George Penn, managing VP da consultora Gartner, isso não deve surpreender. Uma pesquisa de 2021 da empresa revelou que gestores e executivos consideram os colaboradores em modo presencial aqueles com melhor desempenho.

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«Os gestores acreditam que os profissionais que trabalham remotamente têm desempenho inferior aos que trabalham no escritório», confirma Brian Kropp, director de pesquisa de Recursos Humanos da Gartner.

«Em média, será mais provável que demitam aqueles que trabalham remotamente do que aqueles que vão ao escritório. Ou seja, longe da vista, longe do coração», acrescenta.

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Mas os resultados da Live Data Technologies também revelam que os trabalhadores remotos têm maior probabilidade de sair, com 12% dos trabalhadores remotos a encontrarem um novo emprego no espaço de dois meses no ano passado. Apenas 9% dos trabalhadores híbridos ou presenciais fizeram o mesmo.

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«Temos o cuidado de avisar. Uma empresa vai investir em alguém que esteja a investir nela», revela David Risch, um recrutador no sector do Retalho.

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