A Lusa lançou hoje um site dedicado à verificação de factos, serviço iniciado há um ano pela agência, e que a directora de Informação, Luísa Meireles, espera que ajude como “antídoto” para a manipulação.
«Num sistema mediático em que a intermediação jornalística perde espaço para populistas e ‘influencers’ com grande capacidade de viralidade, a verificação de factos tornou-se essencial», escreve Luísa Meireles no texto de apresentação do Lusa Verifica, em que defende o papel fundamental das agências noticiosas.
As agências noticiosas, acrescenta, são «pilares fundamentais no combate à desinformação, ao funcionarem como a principal fonte primária de informação verificada, aplicando rotinas rigorosas de verificação de factos» e actuando, assim, «como ‘antídotos’ contra a manipulação».
Por isso mesmo, diz, as agências são garantes da segurança e da credibilidade da informação na sociedade, «preservando a integridade do debate público e da democracia». Em última análise, «é da preservação da democracia que se trata».
A Lusa lançou em Junho de 2025 o serviço Lusa Verifica, que produziu, num ano, 80 ‘fact-checks’, distribuídos através dos serviços da agência e de acesso gratuito no site dedicado à actualidade sobre desinformação, criado em 2019, por ocasião da conferência nacional da Lusa sobre o tema, em Lisboa. O jornalista Luís Galrão é, desde 2025, o ‘fact-checker’ do Lusa Verifica.
Com o novo site, que substitui o anterior, a agência Lusa poderá candidatar-se à certificação de ‘fact-checker’ na plataforma europeia de ‘fact-checking’ (EFCSN, https://efcsn.com/) e plataforma internacional – IFCN (https://www.poynter.org/ifcn/).
O Lusa Verifica usa a classificação “Verdadeiro”, “Falso”, “Verdadeiro, mas…” e “Falso, mas…” para os casos de descontextualização, aplicando-se à verificação de factos para declarações ou alegações de responsáveis, tanto nacionais como internacionais.
Através de um formulário próprio no site será possível os leitores apresentarem perguntas e sugestões.
A Lusa junta-se, assim, a outras agências noticiosas que têm este tipo de serviço de ‘fact-cheking’. Desde 2024, tem participado em projectos do MediaLab do ISCTE na monitorização da desinformação durante as campanhas eleitorais.














