A Assembleia Legislativa da Madeira aprovou, em votação final global, o aumento da retribuição mínima mensal para 785 euros em 2023, o que representa mais 62 euros em comparação com o ano passado.
A proposta do Governo Regional (PSD/CDS-PP) tinha sido aprovada na generalidade no plenário do parlamento madeirense, em 26 de Janeiro, com os votos favoráveis do PSD, CDS, PS e JPP e contra do PCP.
Agora a iniciativa teve a mesma votação em plenário, depois de ter sido esta semana aprovada, por unanimidade, em sede de especialidade.
Na sua apresentação, a secretária regional da Inclusão Social e Cidadania, Rita Andrade, declarou que este é «o maior aumento do salário mínimo regional desde 2015», considerando ser «uma subida histórica».
A governante salientou que o valor representa «um aumento de 8,6% face ao ano anterior e um acréscimo de 3,3% comparativamente ao salário mínimo fixado ao nível nacional».
Segundo Rita Andrade, «a região tem vindo historicamente, desde 1987, a praticar um acréscimo médio de 2% no seu salário mínimo em relação ao fixado ao nível nacional, salvo nos anos em que este aumento ficou congelado», tendo este ano conseguido ir «mais além».
Segundo a responsável, «desde 2015, os madeirenses e porto-santenses viram o salário mínimo regional subir quase 270 euros», o que significa um aumento de 52%.
Nessa sessão plenária o deputado único do PCP, Ricardo Lume, argumentou que «mesmo com este aumento», devido à actual conjuntura económica e «numa altura em que o Governo Regional propagandeia crescimento, os madeirenses vão perder poder de compra» e a retribuição mínima «é insuficiente».














