Maio vai começar com uma greve. Está marcada para os dias 7 e 8 de Maio

Margarida Lopes
17 de Abril 2025 | 19:20
Maio vai começar com uma greve. Está marcada para os dias 7 e 8 de Maio

Vários sindicatos representativos dos trabalhadores da CP – Comboios de Portugal entregaram um pré-aviso de greve na transportadora, para os dias 7 e 8 de Maio, contra a imposição de aumentos salariais e outras reivindicações, segundo um comunicado.

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Na nota, divulgada pela Fectrans – Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações, as estruturas sindicais anunciam que a greve irá decorrer entre as 00h00 de 7 de Maio e as 00h00 de 8 de Maio.

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Os sindicatos explicaram que a paralisação foi convocada «contra a imposição de aumentos salariais, que não repõem o poder de compra», e pela «negociação colectiva de aumentos salariais dignos».

Os trabalhadores pretendem ainda a «implementação do acordo de reestruturação das tabelas salariais, nos termos em que foi negociado e acordado».

No comunicado, as entidades destacaram que também «foi enviada uma carta aos ministros das Infraestruturas e das Finanças, subscrita por todas as organizações sindicais», que apresenta várias exigências ao Governo.

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Pretendem que o executivo «instrua a administração da CP a cumprir as medidas excepcionais constantes do relatório final acordado com os sindicatos e que, segundo a própria administração, já foi remetido ao ministério que tutela a empresa», destacando que «esse documento é um compromisso conjunto e não pode ser alterado unilateralmente».

Querem ainda que sejam dadas «orientações claras para que a administração ultrapasse os valores que decidiu impor por ato de gestão e que analise com seriedade as contrapropostas das ORT`s [organizações representativas dos trabalhadores], sob pena de agravar ainda mais a instabilidade que se vive na empresa».

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«A CP não existe sem trabalhadores. E o que está hoje em causa é a sua sustentabilidade futura. Se o Governo não avançar com medidas concretas que valorizem as carreiras ferroviárias — nomeadamente ao nível dos salários, das condições de trabalho e do investimento nos meios necessários – estará a comprometer o futuro da empresa e a pôr em risco a prestação de um serviço essencial ao país, como se comprovou no período pandémico», asseguram.

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Entretanto, adiantaram, foi recebida «uma convocatória da administração da CP, para uma reunião no próximo dia 17 de Abril [quinta-feira], a partir das 15h00» e esperam que sejam apresentadas pelos «responsáveis da empresa, propostas concretas que respondam aos problemas que estão na origem deste conflito laboral».

O pré-aviso foi lançado pela Associação Sindical das Chefias Intermédias de Exploração Ferroviária (ASCEF), a Associação Sindical Independente dos Ferroviários da Carreira Comercial (ASSIFECO), a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), o Sindicato Nacional dos Transportes Comunicações e Obras Públicas (FENTCOP), o Sindicato Nacional dos Ferroviários do Movimento e Afins (SINAFE), o Sindicato Nacional Democrático da Ferrovia (SINDEFER) e o Sindicato Independente dos Trabalhadores Ferroviários das Infraestruturas e Afins (SINFA).

Assinam ainda o Sindicato Independente Nacional dos Ferroviários (SINFB), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Transportes e Indústria (SINTTI), o Sindicato Independente dos Operacionais Ferroviários e Afins (SIOFA), o Sindical Nacional de Quadros Técnicos (SNAQ), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), o Sindicato dos Transportes Ferroviários (STF) e o Sindicato dos Trabalhadores do Metro e Ferroviários (STMEFE).

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