Maioria das empresas espera manter volume de negócios para o ano e apenas 5% equaciona recorrer a lay-off

Human Resources com Lusa
21 de Dezembro 2023 | 08:10

A maioria das empresas (59%) espera manter em 2024 o mesmo volume de negócios do que em 2023 e 11% prevêem uma redução, segundo um inquérito realizado em Dezembro pela Associação Empresarial de Portugal (AEP).

 

Os resultados do inquérito realizado junto das empresas associadas da AEP revelam que a percentagem de empresas que perspectivam um aumento do volume de negócios desceu dos anteriores 41% para 30%, mas a maioria (59%) espera que se mantenha ao nível de 2023.

Já 11% das empresas estimam uma redução do volume de negócios, quando essa percentagem era de 38% no que se refere às perspectivas anteriores (para 2023 face a 2022).

«A expectativa ligeiramente mais optimista por parte dos empresários, explicará que a esmagadora maioria não preveja recorrer a alguma modalidade de lay-off no próximo ano», indica o documento. Ainda assim, «face às perspectivas de evolução da carteira de encomendas», 5% de empresas equacionam recorrer à modalidade do lay-off que permite uma redução do horário de trabalho, enquanto 8% admitem recorrer à suspensão do contrato de trabalho.

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As empresas que admitem recorrer ao lay-off são empresas exportadoras dos sectores da indústria e dos transportes.

Um dos principais constrangimentos na evolução da actividade para 2024 «continua a ser a dinâmica do mercado desfavorável (redução da procura externa e interna)», pode ainda ler-se no documento. A dificuldade em assegurar mão-de-obra qualificada é também um constrangimento importante, com cerca de 70% das empresas a classificarem-no como «significativo ou muito significativo».

As empresas realçam ainda a preocupação pelo aumento de vários custos, financeiros (taxas de juro) e operacionais (energia) e pela falta de disponibilidade de matérias-primas e/ou produtos intermédios. A «instabilidade governativa», a quebra do consumo privado e a manutenção da carga fiscal são outros factores de risco identificados pelas empresas para a evolução da actividade em 2024.

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O inquérito obteve 953 respostas de empresários maioritariamente do norte do país (76%) dos sectores das indústrias transformadoras, comércio e reparação de veículos, construção, actividades de consultoria, entre outras.

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