Maioria dos colaboradores acredita que viajar é útil para o sucesso das suas funções. Mas quase metade dos CFOs discorda. Entenda porquê

Margarida Lopes
21 de Julho 2025 | 17:20

O mais recente Global Business Travel Survey da SAP Concu, inquiriu viajantes empresariais, gestores de viagens e CFO sobre os pontos de atrito em torno das viagens de negócios.

 

E estas são as principais áreas de desacordo:

 

1. A necessidade das viagens de negócios
A esmagadora maioria (94% globalmente; 100% em Portugal) dos viajantes empresariais acredita que viajar é útil, se não mesmo essencial, para o sucesso das suas funções. No entanto, 43% dos CFO afirma que mais de metade das viagens de negócios da sua empresa poderiam ser substituídas por teleconferências ou outras comunicações remotas.

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Por seu turno, um terço (33%) dos gestores de viagens receia que a opção por reuniões virtuais seja uma ameaça directa às viagens de negócios da sua empresa.

 

2. A disponibilidade dos colaboradores para viajar
Uma larga maioria (70%) dos business travellers (78% em Portugal) está bastante disposta a viajar nos próximos 12 meses. Não obstante, quase metade (45%) dos CFO acredita que existe relutância por parte dos colaboradores em viajar e que isso pode afectar negativamente a empresa durante o próximo ano. Por seu turno, 35% dos gestores de viagens acredita que a falta de vontade dos colaboradores pode ser uma ameaça às viagens de negócios.

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3. Alterações nos orçamentos de viagem
Cada função tem uma visão diferente sobre como os orçamentos de viagem estão a evoluir. Quase metade (48%) dos viajantes empresariais (47% em Portugal) pensa que os orçamentos de viagens das suas empresas vão estagnar ou diminuir este ano. No entanto, apenas 24% dos CFO e 22% dos gestores de viagens referem que os orçamentos serão mantidos ou cortados, sugerindo uma desconexão entre as percepções dos colaboradores e as perspectivas financeiras da administração.

 

4. As funções que detêm mais influência
Há uma falha de percepção sobre quem influencia mais a tomada de decisões sobre viagens de negócios. Globalmente, os viajantes empresariais acreditam que os gestores de viagens (37%) e os CFO (36%) exercem uma influência idêntica e significativamente superior à sua própria (28%) – em relação a Portugal, estes números são ligeiramente diferentes (28%, 52% e 20%), o que pode indicar a percepção de que, no nosso país, a tomada de decisão é maioritariamente influenciada pelos CFO.

No entanto, os gestores de viagens estão amplamente alinhados, e 43% deles acredita que, neste âmbito, possui quase a mesma influência que os CFO (41%), em comparação com apenas 16% relativamente aos próprios viajantes empresariais. Os CFO discordam frontalmente desta visão, com 69% dos directores financeiros a crer que eles são os decisores mais influentes, à frente dos gestores de viagens (21%) e dos próprios viajantes (9%).

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5. O impacto das limitações orçamentais
Embora considerem as viagens críticas para as suas funções, dois terços (66% a nível global; 61% em Portugal) dos viajantes empresariais afirma que algumas viagens importantes foram restringidas por questões de custos. No mesmo alinhamento, 69% dos gestores de viagens acredita que o orçamento de viagens da sua empresa não reflecte a importância que estas têm para o sucesso da sua organização. E, embora os CFO reconheçam este problema, há dissidência nas fileiras: 51% dos directores financeiros concorda moderadamente que as limitações orçamentais impedem os colaboradores de viajar tanto quanto precisariam para realizar bem o seu trabalho; ao passo que somente 29% concorda totalmente com esta afirmação.

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