O estudo “Desenvolvimento Humano, factor-chave para o sucesso de Portugal” realizado pelo Cetelem – marca comercial do BNP Paribas Personal Finance, revelou que os portugueses estão conscientes do papel das empresas no desenvolvimento da sociedade e a relação dos trabalhadores com os empregadores está a mudar.
Para 63% dos portugueses, os Cidadãos são os principais responsáveis pela promoção do desenvolvimento humano. Seguem-se o Estado (57%) e as Escolas (55%), que, no entender dos inquiridos, são chamados a desempenhar um papel de relevo neste domínio.
Neste contexto, 43% dos portugueses consideram que as Empresas têm igualmente um papel a desempenhar no desenvolvimento da sociedade. Uma ideia partilhada pelas empresas consultadas no estudo, que consideram ainda que quanto maior for o Desenvolvimento Humano no seio da organização, maior será a sua competitividade, o que consequentemente resultará no aumento da competitividade nacional.
Há mais vida para lá do salário?
Benefícios como o acesso ao refeitório (33%) e a dias de férias extra além dos definidos por lei (31%) estão no topo da preferência dos portugueses como as vantagens laborais mais valorizadas além do salário. Os planos ou seguros de saúde (20%) e a flexibilidade laboral (17%) são benefícios que têm vindo a ganhar cada vez mais peso no processo de tomada de decisão dos portugueses quando o assunto é a continuidade ou mudança de emprego. Só 3% dos portugueses dizem valorizar os benefícios inerentes aos Plano Poupança Reforma (PPR).
Discutir o futuro do trabalho, em Portugal, passa por aceitar uma mudança cultural, desde as pequenas às grandes empresas, de acordo com o estudo. Em matéria de evolução tecnológica e de flexibilidade laboral, a questão cultural é vista como um entrave para que as empresas consigam acompanhar e valorizar as novas condições apreciadas pelos colaboradores.
1 em 4 portugueses têm um elevado grau de envolvimento com a sua empresa
Actualmente, apenas 24% dos portugueses apontam ter um grau de envolvimento elevado com a sua empresa. 55% dizem ter um grau mediano e 16% falam num nível baixo ou inexistente, o que se revela particularmente importante tendo em conta a retenção ou migração de talentos. Relativamente à missão, objectivos e valores da empresa, a maioria dos inquiridos portugueses (96%) identifica-se com os valores da empresa para a qual trabalha, mas apenas 13% se dizem muito ou totalmente alinhados com esses valores.
Relativamente à procura de outro trabalho, 53% dos inquiridos afirma não estar à procura, 49% falam bem da empresa para a qual trabalham, 48% recomendam-na a amigos e familiares e 47% sentem orgulho no seu empregador, vestindo a camisola de forma intencional.
Quanto ao nível de iniciativa e proactividade dos profissionais, 41% dos portugueses referem que tomam iniciativas sem que lhes seja pedido pelos seus gestores e 37% apresentam novas ideias de forma espontânea e regular. 70% dos portugueses referem também que comunicam de forma constante com os seus líderes e que os objectivos da empresa lhes são apresentados e claros.














