Maioria dos líderes quer desenvolver equipas mais ágeis e colaborativas. Mas há dois obstáculos a dificultar

Margarida Lopes
24 de Março 2026 | 10:40

O Strategy & Leadership Survey 2026 da Darefy – Leadership & Change Builders mostrou que a maioria dos líderes gostaria de desenvolver equipas mais ágeis e colaborativas, mas uma grande parte destes considera a resistência humana à mudança e a (falta de) alinhamento da liderança como os maiores obstáculos à implementação.

O estudo revelou que os gestores estão bem conscientes e desejam abordar as forças motrizes globais, como a rápida transformação digital, a volatilidade e a disrupção trazidas pela inovação tecnológica, bem como o cenário geopolítico em constante mudança.

Uma grande parte dos líderes empresariais considera que as suas empresas são orientadas para os objectivos, inovadoras e colaborativas; no entanto, a maioria deseja reforçar atributos como a autonomia, a meritocracia e (ainda mais) o foco na inovação.

As orientações estratégicas dos líderes empresariais estão focadas principalmente na Expansão e no Turnaround/ Inversão Estratégica (apesar de uma proporção considerável que prevê manter o designado “Business As Usual”).

Os gestores desejam envolver-se em projectos de transformação, como Infraestruturas e Processos Digitais, Cultura e novos modelos de Liderança.

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A maioria dos líderes empresariais deseja desenvolver competências de liderança e expertise em IA e Digital nas suas organizações.

Segundo Carlos Sezões, Managing Partner da Darefy, «esta iniciativa pretendeu compreender o “estado da arte” e os roteiros de transformação organizacional das empresas”. Acrescenta que “torna-se evidente o desejo de maior agilidade, colaboração e inovação (reforçando os resultados do ano anterior) – assente em lideranças e culturas mais alinhadas com estes novos tempos e com as novas gerações de profissionais.»

O estudo da Darefy realizou-se entre Janeiro e Março do corrente ano, e destinou-se a recolher opinião dos líderes executivos e dos gestores de Capital Humano, nacionais e internacionais, a trabalhar em Portugal, sobre as suas perspectivas em termos de estratégia, cultura e liderança das organizações e das suas prioridades na gestão de talento.

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