Mais de 25 mil instrutores de fitness em Portugal continuam sem trabalho

Margarida Lopes
6 de Abril 2021 | 08:40
Mais de 25 mil instrutores de fitness em Portugal continuam sem trabalho

Os ginásios reabriram ontem, mas sem aulas de grupo, uma actividade que emprega mais de 25 mil instrutores em Portugal, que terão de continuar a esperar pelo menos até 3 de Maio. Neste sentido, foi lançada, na plataforma GoFundMe, a campanha “De Mãos e Pés Atadas” com o objectivo de alertar para esta situação e, em simultâneo, criar um fundo monetário de ajuda imediata a instrutores de fitness em situações mais complicadas. 

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Em poucos dias, centenas de profissionais pelo país fizeram a sua inscrição neste fundo que será distribuído de igual forma, finda a angariação, por todos os que o tiverem solicitado, de acordo com o montante angariado.

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«Pensar que um mês não faz diferença é não conhecer esta realidade. A realização de aulas de grupo não apresenta qualquer risco acrescido de propagação do vírus, comparativamente com a sala de exercícios de um ginásio. Nas mesmas condições de distanciamento, é até mais fácil, em muitas situações, o professor das aulas de grupo poder assegurar eficaz e rigorosamente que cada aluno permanece (literalmente) no seu quadrado, do que muitas vezes na área das máquinas de um ginásio. Os dois espaços são extremamente importantes e complementares. No entanto, um deles é alvo de discriminação. Não faz sentido e desmotiva, ainda mais, uma classe de profissionais completamente esgotada», começa por explicar André Manz, impulsionador de uma campanha de sensibilização sobre o tema.

Mais de 80% dos profissionais de fitness em Portugal são trabalhadores independentes, não se enquadrando em situações de layoff.

«Estamos a falar de uma profissão que não tem muitas alternativas à distância. É claro que podem ser dados treinos online. Mas a sua procura, face a tudo o que existe disponível de forma gratuida, é muito reduzida. Além de que a predisposição e vontade das pessoas não é a mesma. Neste momento, instrutores com que o Grupo Manz trabalha há décadas, pessoas que investiram toda a sua vida profissional a tentar melhorar a saúde e bem-estar de outros, estão a ter de procurar carreiras diferentes, em muitos casos aos 40 e aos 50 anos», continua André Manz.

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«Quem possa, por favor, não deixe de doar. A doação de um euro por 25 mil pessoas, passa a 25 mil euros, e creio que nem sempre nos lembramos disso. Estamos há mais de 30 anos no negócio do fitness e nunca vimos nada assim. Lançar esta campanha foi a nossa forma de ajudar, quando já não sabemos mais como», conclui.

Se quiser contribuir pode fazê-lo aqui.

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