Mais de 40% dos colaboradores portugueses que mudaram de emprego continuaram a receber o mesmo, diz estudo do Banco de Portugal

Human Resources com Lusa
26 de Janeiro 2026 | 10:10

Em 2024, 41,2% daqueles que mudaram entre empregos continuaram a receber o mesmo. É a percentagem mais elevada de todo o histórico reproduzido, que arranca em 2011. Os dados são do novo estudo (“Mobilidade laboral e crescimento dos salários em Portugal”) do Banco de Portugal (BdP).

 

Há ainda a realidade daqueles que, ao mudarem, ficam a ganhar menos, e que está longe de ser residual. É assim em 19,7%, num quinto, das mudanças de emprego, mas apesar de tudo numa tendência decrescente.

Assim, a garantir a média positiva que atesta que ao mudar de emprego há alguma valorização para o trabalhador estão 39,1% daqueles que transitam para uma nova situação profissional.

Estes são, sobretudo, aqueles que transitam entre ou para sectores de salários mais elevados, nos quais a oferta salarial garantia em 2024 um ganho de 6,1% face à situação anterior, e que representam uma pequena parte das mudanças de emprego. O que prevalece porém é a realidade de mudanças de emprego dentro das atividades de baixos salários, onde mais se paga o salário mínimo e onde ocorreram 75,6% das transições nesse último analisado, ajudando a explicar a significativa estagnação das remunerações na mudança de empregos. Em média, nestes setores, mudar de emprego valia 2,5%, aproximadamente a inflação registada (2,4% em 2024).

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O estudo do BdP mostra também como a dinâmica de transições difere bastante quando estão em causa trabalhadores nacionais ou estrangeiros, que representam perto de um terço do total de mudanças de emprego, e que se limitam a obter um prémio salarial médio de 2,1% (4,1% na população nacional).

O resultados sugerem que “o acesso dos trabalhadores estrangeiros a empresas com salários mais elevados é mais segmentado e que estes dispõem de menor poder negocial, reduzindo a sua capacidade para obter um prémio salarial quando mudam de emprego”. Esta desvantagem será importante para a futura composição do mercado de trabalho, e para os rendimentos do país. num momento em que o crescimento do emprego depende mais do que nunca da imigração.

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