Mais de 60% dos colaboradores têm maior probabilidade de permanecer numa empresa se isto acontecer

Margarida Lopes
20 de Novembro 2025 | 10:10
Mais de 60% dos colaboradores têm maior probabilidade de permanecer numa empresa se isto acontecer

Mais de dois terços (67%) dos negócios estão a investir em cuidados de saúde preventivos para combater a inflação crescente na área, de acordo com o relatório global “Changing face of Employee Health”, da Howden Employee Benefits. As conclusões coincidem com um momento em que a saúde dos colaboradores se torna cada da vez mais uma prioridade para eles.

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Mais de três em cada cinco colaboradores (61%) têm maior probabilidade de permanecer numa empresa que oferece um bom pacote de benefícios de saúde, e quase metade (47%) considera esse um factor importante na procura de um novo emprego. Apenas 7% dos trabalhadores globais não consideram esse um benefício importante.

O relatório enfatiza a necessidade de as empresas aprimorarem a sua oferta de serviços de saúde, apesar de essa ser uma tarefa desafiadora num ambiente de custos elevados. Como resultado, os empregadores têm tomado medidas para mitigar o aumento dos custos, na sua maioria com a aposta no investimento em prevenção e bem-estar. Quase sete em cada 10 empregadores (67%) em todo o mundo já utilizaram essa estratégia, e 55% consideraram-na a estratégia que melhor funcionou.

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Quem investe mais em medidas de prevenção e bem-estar dos colaboradores?

  • Europa 74%
  • UK 72%
  • LATAM 71%
  • Pacífico 69%
  • Ásia 56%
  • IMEA 55%

O estudo revela também que a inflação médica está a impulsionar este investimento. Com base nos dados das seguradoras analisadas, a Howden Employee Benefits prevê que a inflação médica chegará aos 7% em 2026, descontada o IPC, o que significa que a inflação total será superior a 10%. Os números terão um impacto profundo sobre os empregadores, levando muitos a reestruturar e repensar os seus planos de saúde. Como resultado, existem já empresas a fazer esta reformulação.

Embora a grande maioria dos empregadores acredite que os seus planos de saúde actuais atendem às necessidades dos seus colaboradores, 25% dos trabalhadores discordam que o empregador apoie o seu bem-estar, evidenciando uma lacuna substancial. Além disso, embora os planos de investimento possam funcionar, há espaço para melhorias, visto que um número significativo de colaboradores ainda não sente os seus benefícios.

O relatório da Howden Employee Benefits também destaca a discrepância entre o que os empregadores planeiam fazer e a forma como avaliam o funcionamento dos seus planos actuais. A maioria dos empregadores globais (86%) acredita ter um bom retorno sobre o investimento (ROI) dos seus gastos com planos de saúde privados, e 93% deles assinala que os seus planos de saúde atendem às atuais necessidades dos colaboradores.

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Esta realidade proporciona uma disparidade interessante em relação às mudanças potenciais que as empresas já fizeram ou querem fazer. Mais de dois em cada 10 empregadores (23%) já trocaram de plano de saúde para obter um melhor negócio e 39% planeiam fazer o mesmo, enquanto 26% ainda não tenham planeado a troca, mas considerariam fazê-lo se conseguissem um melhor negócio.

O aumento do investimento ocorre num momento em que 93% dos empregadores globais esperam um aumento dos custos com saúde, e 41% preveem que esse crescimento seja “significativo”. Embora essa seja uma preocupação importante em todo o mundo, o impacto varia de região para região. Na região IMEA (Índia, Médio Oriente e África), espera-se um aumento de 58% nos custos de saúde, em comparação com 27% de aumento esperado pelas empresas da Europa (excluindo o Reino Unido, com 28%).

O estudo internacional é o primeiro do género a apresentar uma visão 360º do panorama das tendências médicas, analisando dados de seguradoras, empregadores e colaboradores de regiões-chave em todo o mundo. O relatório destaca a importância do fator humano na saúde e a crescente importância de tê-lo como um benefício primordial a nível global.

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